Molon deixa o PT e se filia ao novo partido Rede

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    Molon larga o PT!!! Deputado consagrado, admirado, honesto e ético! Duas coisas ficam evidentes: O PT realmente perdeu o rumo e não é o mesmo ( como está claro e cristalino de sua atuação contra servidores e trabalhadores) e Alessandro Molon não quer participar disso e nem manchar seu nome.

    Parabéns, Molon, por sua história e coragem! O PT no Rio recebe tiro de morte com essa perda de seu quadro e o Rio de Janeiro mantém o orgulho em um de seus mais brilhantes representantes.

    Pouco é necessário se adicionar a esse fato. Alessandro Molon é amigo de pessoas próximas a mim. Suas tentativas de alterar a conduta do PT não obtiveram êxito. Ele não está abandonando o barco que está afundando. Esse não é o seu estilo. Ele honrou tanto seus votos como honrou o PT. Ficou 18 anos. Na primeira leva de parlamentares que ficaram desiludidos com o PT e saíram dele para criar o PSOL, Molon não aderiu. Ele acreditou que o PT poderia melhorar. Mas agora, depois de ter tentando alterações no partido, diante da necessidade de, pressionado pelo governo, e pelo Partido a votar contra interesses de trabalhadores e servidores, em evidente confronto com históricas bandeiras que defendeu, principalmente porque há opções na mesa para a solução fiscal que não sacrifique somente trabalhadores, classe média e servidores públicos, percebeu que o PT o qual integrava nõa era mais o PT em que lutou por um Brasil melhor.

    Fez bem. E sabemos que foi decisão difícil. Mas melhor ser Alessandro Molon e defender as mesmas bandeiras que o identificam em sociedade do que ficar integrando um partido que não mais é o que sempre foi para o Deputado Federal. O PT perde um importante quadro, o Rio de Janeiro e o país ganham e têm como mantido um grande político e representante ético de seus interesses no Coliseu político.

    Sem Chico Alencar, Marcelo Freixo, Milton Temer, todos grandes políticos egressos do PT, só faltava essa perda para ferir de morte o Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro. Sem Alessandro Molon o PT perde a última grande referência sem um arranhão de conduta política ou social.

    Ainda bem que não são somente os eleitores e cidadãos que percebem que o PT que se apresenta hoje em dia, em especial no ano de 2015, não é mais o mesmo. Quando deveria tomar boas medidas para manter-se defensor de suas bandeiras históricas, devendo adotar medidas de ajuste que não atacassem direitos de trabalhadores, classe média e servidores, mas também excluindo de seus quadros todos os envolvidos em processos de corrupção e até os condenados, fez exatamente o contrário: atacou sua base de eleitores e defendeu pessoas condenadas pela Justiça, mantendo-as todas em seus quadros.

    Que o Partido dos Trabalhadores (rsrsrs.. que coisa.. dos trabalhadores..) perca sua legitimidade na sociedade, mas que ao menos salvem-se os homens de bem que ainda o integram.

    Bem-vindo de volta às suas origens Alessandro Molon! Escolha sempre a sociedade ao invés do Partido que perde princípios e rumos e que não possui autocrítica para se reorganizar. Não empreste seu prestigio a um partido que trai sua história e fundamentos sem a mínima vontade de se corrigir.

    Parabéns por sua coragem e por manter sua história e posição ética e comprometida com o bem social. Estamos contigo.

    Blog Perspectiva Crítica p.s. de 28/09/2015 – Texto revisado. p.s. 2 – Naturalmente a maior facilidade em obter apoio para alçar voos mais ousados, como a Prefeitura do Rio de janeiro, também pesaram na opção de Molon para a troca de partido, mas o importante é que é fato de envergadura e desgaste do PT no Rio de Janeiro ele ter tido que se desfiliar de seu partido originário, eis que é pessoa de reconhecido bom caráter e digno da confiança de seus eleitores. Se Molon tivesse conseguido influenciar o PT na opção por uma vereda política mais fiel à sua história, com certeza não teria saído. Mas não ter oportunidade/apoio no partido, que relega qualquer outro Estado, que não o de São Paulo, a uma posição secundária e subserviente, tendo cargos majoritários cedidos a qualquer partido em troca de aprovação de projetos nacionais nos quais os demais estados também não passam de posição secundária, aliado ao afastamento do PT de suas bandeiras originárias, criou o ambiente que pressionou Molon para procurar um ambiente mais adequado e confortável para o exercício de seu mandato. Agora sobram, no PT do Rio de Janeiro, de projeção e confiáveis, na Perspectiva do Blog, somente Carlos Minc, Jorge Bittar e Nílton Salomão. Sendo que nenhum tem cadeira no Congresso. Benedita da Silva queimou-se em meio a muitos problemas mal explicados sobre parentes em cargos incompatíveis com suas escolaridades (cujas ausências no ambiente de trabalho eram objeto de investigação), alegação de falsificação de diplomas e uso de aviões para idas a eventos religiosos em países da América do Sul… Edson Santos votou contra o Rio de Janeiro na questão da divisão de royalties que prejudicava o Rio de Janeiro; problema resolvido via liminar no STF. A vida do PT está difícil no Rio de Janeiro.. quem diria.. Esperamos que esse quadro se reverta, porque não é bom pra ninguém o ocaso de uma opção política razoável.. mas a incoerência está marcando o partido do PT de forma indelével. O tom de alegria com a saída de Molon é mais pela possibilidade de reascenção deste bom político do que pelo desbaratamento do PT. Um espaço compatível com a capacidade política de Molon era necessário, a bem da sociedade fluminense. Esse espaço dependia de uma opção dele. A opção está feita.

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