Falta de arrojo do empresariado brasileiro – coluna de Antonio Machado “O show de Eike”, de 13/03/2013, no Jornal do Commercio

    46
    0

    A coluna hoje de Antonio Machado, “Brasil S/A”, publicada no Jornal do Commercio, confirma o que o BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA publicou em 31/12/2012, em artigo sob o título “Custo Brasil. Verdades Comparativas: custo privado x investimetno público”, acessível em http://www.perspectivacritica.com.br/2012/08/custo-brasil-verdades-comparativas.html

     O empresariado brasileiro não é naturalmente aguerrido, não é competitivo, não é combativo, não é ousado e confunde ousadia com falta de zelo e cuidado ao negociar. Eike Batista é a extrema exceção, que se apresenta em çcampo, criando oprotunidades de negócio praticamente do nada, atrai capital para seus projetos e realiza seus negócios, financiando-se via mercado de capitais.

    Antonio Machado diz que isso deveria ser apreendido pela classe empresarial brasileira. É lógico que o governo sempre pode fazer mais um pouco para facilitar a vida do empresário, é claro que tem muita coisa a ser feita. É claro que muitos que se estabeleceram são até heróis nacionais, inclusive todos os criadores das grandes empresas brasileiras (Itaú, Bradesco, JBS, todas as construtoras brasileiras etc..). Não estou tirando o mérito do empreendedorismo brasileiro.

    Há inclusive um livro cujo título é Mias ou menos assim, “Brasil uma Nação Mercantilista”. Isto é verdade. Nós somos inclusive objeto de relatórios específicos publicados pela Comissão Trilateral (quando os relatórios ainda eram publicados), mencionadso como problema por nossa produção comercial e industrial e potencial competitivo. E isso nos tornou mais ricos e com melhores possibilidades de participação na riqueza nacional, mundial. Mas o acanhamento brasileiro é um fato. As exceções como Paulo Lehman e o pessoal da 3G, que compraram a Burger King, formaram a INBEV (Ambev + Interbrew), comprara a Budweiser, ou a Natura que se espalhou para fora do País, assim como a Osklen, siderúrgicas etc., todos são exceções que estão aumentando em número, mas ainda são exceções.

    Há potencial técnico, financeiro e até logístico, em alguns casos, para avançarmos mais sobre a riqueza mundial e a produção e comércio mundial. O governo está fazendo o que pode para controlar a economia, mas se o empresariado nacional fosse mais aguerrido, criando mais oportunidades de negócio dentro e fora do país, a economia poderia crescer mais e nossa situação melhorar mais rápido.

    Observem como as empresas investem pouco em times de futebol, atletas olímpicos, produção cinematográfica… quem sempre aparece muito mais nesse tipo de ação de marketing e apoio ao esporte e à cultura no País? Banco do Brasil, CEF, Petrobrás, Eletrobrás, Furnas, Eletropaulo… isso é ridículo.

    Quem apresenta projetos de infraestrutura e palnejamentos de negócios? Vale, Petrobrás, Embraer, o próprio governo e agora o Eike Batista!!! O governo teve de ir atrás dos empresários para que eles participassem dos encontros internacionais entre chanceleres brasileiros e estrangeiros para criar oportunidade de negócios entre brasileiros e estrangeiros.  

    E nõa se houve falar em empresários brasileiros procurando planos de negócios financeiados via mercado de capitais, mas somente via BNDES!! E nem bancos privados oferecendo financiamentos de longo prazo para viabilizar projetos de negócios.. fica tudo nas costas do BNDES.

    Quero chamar a atenção de todos para a falta de apetite da imensa maioria do empresariado brasileiro. Imitem Eike Batista. Vocês podem e nós merecemos. Fiquem bilionários avançando sobre a riqueza mundial. Inventem meios de chegarmos no mercado exterior. Apresentem projhetos para o governo e não somente esperem que o governo, o Itamaraty, o BNDES e o Eike façam isso!!

    Criem!! Ousem!! Aproveitem que temos controle inflacionário e cambial. Não fiquem satisfeitos com o mercado interno, que é trilhonário mesmo, e não fiquem só pedindo proteção contra o exterior. Proteção contra dumping tem de ocorrer, obviamente, proteção contra manipulação artificial cambial estrangeira também, proteção contra subsídio internacional ilegal também, mas isso já é feito. Falta o empresariado ir em frente, avançar, ousar e criar oportunidades de negócios também!

    Ótima informação e coluna de Antonio Manchado e pudemos abordar isso que é importantíssimo ao país. Empresariado, pare de chorar e se proteger somente. Avance e crie!! Cobre apoio e tratados do governo e não só proteção.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui