Eduardo Paes e Sérgio Cabral negam dignidade a professores municipais e estaduais do RJ

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    A despeito de uma intensa mobilização de greve dos professores municipais e estaduais, liderada e organizada pelo SEPE-RJ (Sindicato Estadual dos Professores de Educação do Rio de Janeiro – www.seperj.org.br), pedindo melhora e implantação de plano de carreira que motive o professor público e correções salariais após defasagem de anos e sem as correções constitucionais previstas na legislação e garantidas pela Constituição da República, Governador Sérgio Cabral e Prefeito Eduardo Paes não atendem as reivindicações de uma das categorias mias importantes e sofridas das carreiras públicas estadual e municipal, os professores.

    Aparentemente as medidas adotadas pela Estado, ou seja, Sérgio Cabral, foram menos piores do que as adotadas pelo Prefeito Eduardo Paes. Este enviou proposta de plano de carreira à Câmara dos Vereadores intitulada “pior do que aquele que já tínhamos”, nas palavras de Alex Trentino, coordenador do sindicato, conforme publicado no jornal O Globo de hoje, 24/09/2013, pg. 11 (arrigo intitulado “Prefeitura interrompe negociação com os professores em greve”).

    Fico feliz em o Jornal O Globo estar publicando um pouco mais sobre a árdua campanha dos professores públicos no RJ por dignidade e valorização de suas carreiras. É importante que todos saibam que na Europa professores públicos ganham muito bem, entre 4 mil e 8 mil euros (ou seja, entre 10 e 20 mil reais), proporcionando escolas públicas gratuitas e de qualidade a toda uma população que pode simplesmente não gastar dinheiro com escolas privadas a seus filhos sem os condenarem ao analfabetismo ou a uma educação de qualidade reprovável.

    Enquanto todos os políticos falam em melhoria de escolas públicas e qualidade de ensino, pouquíssimos são os políticos que falam do que realmente garante isso à sociedade: mais salários aos professores, choque de gestão no ensino, metas de educação cobradas e com previsão de bônus em dinheiro para o professor que as atingir e plano de carreira que incentive a atualização e a qualificação do professor público.

    O interesse na privatização da educação básica e secundária e no serviço de saúde pública estimula aos políticos a não desenvolverem o ensino público, a não investirem em professores porque ganham dinheiro para campanha se delegarem isso a ongs, organizações sociais e cooperativas de professores e médicos. Compra de ar condicionado para turmas (o que apoiamos) é menos importante do que aumento de salário de professores com desenvolvimento de metas de educação e fiscalização de seu impedimento. Entretanto é mais fácil obter benefícios econômicos de licitações para compra de computadores, ar condicionado, obras em escolas do que pagando melhor professores que não darão parte do salário para a campanha de ninguém. Mas os professores e médicos contratados terceirizados, através de ongs, oscips e cooperativas são obrigados a colaborar com o caixinha…

    Essa é a verdade.

    Denunciamos a falta de transigência e determinação de Sérgio Cabral e mais gravemente ainda o de Eduardo Paes para resolver as demandas dos talvez mais importantes servidores públicos do estado e do Município do RJ, aqueles que garantem a educação e autonomia futura de nossos filhos, os professores públicos do Estado e do Município.

    Queremos a completa atenção a todas as reivindicações do SEPE-RJ e dos professores públicos estaduais e municipais. Os royalties do petróleo gerarão para o RJ 6 bilhões de reais em poucos anos, como publicado recentemente no Jornal O Globo, e 75% disso deverá ir para educação. Há dinheiro de petróleo, senão para salário diretamente, para um novo e estimulante plano de carreira. Há dinheiro no orçamento para salário de professores e de médicos. E deve-se priorizar a carreira pública de médicos e professores à tercerização desses serviços, pois são melhor auditáveis enquanto totalmente públicos!! O Ministério Público, e isso já foi objeto de artigo neste Blog, tem dificuldades de fazer cumprir exigÊncias constitucionais de gastos públicos em relação a contratos de terceirização que podem não respeitar limites constitucionais de salários do servidor, por exemplo, pagando o Estado 18 mil por um profissional, enauanto ele fica com 7 mil e a empresa fica com o resto, dando depois a participação de campanha ao político e Chefe.

    O respeito às demandas dos professores do SEPE-RJ por Eduardo Paes e Sérgio Cabral podem demonstrar que eles realmente têm comprometimento com a educação pública e a carreira de professores; ao passo que a continuidade de descontentamento dos professores com o andar das negociações e com a intransigência dos Governador e Prefeito mostram ao contrário, ao ver do Blog, o descomprometimento com a bandeira de defesa da educação pública gratuita e de qualidade para todos.

    Acompanharemos o desenrolar da questão. Força aos professores públicos municipais e estaduais. Força ao SEPE-RJ que faz um excelente trabalho de luta pro essa classe humilhada e desprestigiada pelas autoridades do RJ. Queremos um dia voltar a ver os professores públicos como servidores dignificados, como nos anos 60, capazes de comprar suas moradias, de ter um carro em boas condições de uso, de pagar suas contas e de viajar ao exterior em suas férias.

    Ter o professor vida digna e de conforto é condição para que o profissional se sinta valorizado, seja modelo para seus alunos e intensifique seu comprometimento com sua carreira e com o trabalho no ensino público, podendo ter um só emprego e dedicar horas a mais para seu lazer, seu desenvolvimento intelectual e à sua família. è assim na Europa. Tem que ser assim no Brasil.

    Para o cidadão, exigir que os professores públicos sejam bem pagos é obrigar o Estado e Município a gastarem o orçamento com a educação de nossos filhos, garantindo algum retorno em prestação de serviço público pelo imposto que regiamente pagamos. Não exigir bons salários a médicos e professores libera dinheiro do governo para licitações, falcatruas, corrupção e não te enriquece em nada, mas com bons salários para professores e médicos públicos, e com gestão profissional, podemos imaginar um dia, quem sabe, não pagar escola provada e plano de saúde por obrigação e para ter acesso a serviço básico de educação e saúde.

    Pense nisso. A luta de médicos públicos e professores públicos por salário é talvez uma das melhores movimentações que garante retorno ao imposto pago por mim e você!! Escolas públicas de qualidade e hospitais públicos de qualidade podem te economizar, faça as contas, de R$2 mil a R$5 mil reais por mês!! É isso o que acontece a europeus e não acontece a você por falta de investimento em professores públicos e médicos públicos com modernização de gestão.

    Toda a força à valorização do professor público e médico púbico de carreira!!! Toda a força à modernização de gestão de hospitais públicos e escolas públicas!!

    p.s.: É de conhecimento do Blog que o Estado do RJ, ou seja, Cabral, instituiu adicionais remuneratórios que dependem de aperfeiçoamento do professor público estadual. Segundo tal notícia, a remuneração do professor da ativa poderia cehgar a R$6.000,00 (seis mil reais). Nôa temos mais informações sobre isso, não se sabe (mas duvido) se os valores podem ser levados para a aposentadoria e mesmo assim  não há, até o momento, um plano de carreira definitivo e adequado para a carreira dos professores estaduais. Quanto ao Município do RJ, também é de conhecimento do Blog que Eduardo Paes aumentou os saalários de professores, ao menos de história e física, para R$4.000,00 (quatro mil reais) iniciais, mas não há palno de carreira adequado e incentivo aos professores públicos, como os movimentos de fgreve apontam. Não sabemos como está corretamente a política de remnuneração dos professores no Município a ponto de elogiá-la. Vimos que as notícias recentes dão conta de que a proposta municiapl de palno de carreira seria pior do que a existente, segundo representates do sindicato da classe. O Blog enaltece qualquer melhoria à essa carreira efetuada por ambos os governantes do RJ, mas exige a satisfação de todas, TODAS, as demandas dos humilhados e estritamente necessários professores públicos da cidade e do Estado do Rio de Janeiro. Paes ainda preparou concurso para a contratação de 2 mil médicos públicos, após ter sido deixado na mão por grande contingente de médicos terceirizados na virada do ano novo de 2012/2013. Gostaria de enaltecer esse feito, mas preferiria que fosse efetuado por investimento consciente na carreira e nos cargos de médico público e na importância estratégica para a política de saúde no Município, mas acho que foi mais porque foi visto que os terceirizados, diante de uma gestão dúbia de seus contratos e não podendo garantir eficiência na gestão futura dos mesmos pelo Município, seria melhor contratar os médicos minimamente necessaíros para não ficar na mão. Isso não é política de saúde e gestão de recuirsos humnanos na Saúde. Isso é empirismo e método mambembe de tentativa e erro.

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