Uma crise ainda não dimensionada: nova crise econômica mundial de petróleo à vista

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    Senhores, tirando a crise de 1929, de superprodução… quais outras crises mundiais graves tivemos? Grave, grave mesmo foram somente por causa de petróleo em 1971, 1973, 1979, 1981. As crises de México, Brasil, Rússia, depois Argentina e Venezuela.. foram pontuais, não mundiais. Depoisdas crises de 1929 e as de petróleo, a única crise mundial grave que ocorreu foi a recente crise financeira internacional imobiliária de 2008 até hoje. Alguns sustentam que acabou.. mas os reflexos em derrubar economias permanece até hoje em todo o mundo.

    Então, vejam.. petróleo é algo gravíssimo. O preço normal do petróleo, em momento anterior à crise financiera internacional era de US$110,00 o barril Brent. Mas a guerra do petróleo, comentada por nós há poucos artigos, tendo como protagonista maior a Arábia Suadita, seguida dos EUA, e tendo como atores menores mas importantíssimos Irã, Venezuela, Rússia e pré-sal brasileiro, gerou uma desvalorização do barril que chegou em 16/03/2015, a US$52,00 o barril Brent e US$42,00 o barril de petróleo.

    Ninguém está falando nisso. Mas isso é uma bomba. Sinifica que vários países que dependem dessas divisas não estão recebendo essas divisas com base em 110 dólares, mas com base em 52 dólares ou 42 dólares por barril. Nõa é só a Venezuela, Irã e Rússia que estão sendo prejudicados. A petrobrás está sendo prejudicada. A arrecadação do Estado do Rio de Janeiro, e, hoje, de mais 13 Estados estão sendo prejudicadas, pois depois da rodada de blocos de exploração no Norte e Nordeste, temos 14 Estados produtores e não somente 4 Estados, como antes dessa licitação de mais de 300 blocos de exploração.

    Mas não é só o Brasil que está sendo prejudicado ou a Petrobrás. A Statoil norueguesa, a Exxon americana, a Shell, anglo-holandesa, a Total francesa, a AGIP italiana, todas as empresas e países que produzem e exportam petróleo estão sendo prejudicadas. E até onde vai esse prejuízo? Ninguém calcula. Como o movimento tem benefícios geo-políticos e geo-econômicos para os EUA (prejudica Venezuela, Irão, Rússia e o Pré-sal brasileiro) e até Europa (questão Rússia-Ucrânia), num primeiro momento, ninguém publica ou comenta. Mas a Arábia Saudita está, por tirania econômica, prejudicando o mundo inteiro. Se fosse o Irã, já estava invadida.

    Prestem atenção a isto. Os movimentos de invasão, propaganda contra ou a favor, nõa são pelo bem da humanidade.. infelizmente.. antes fossem… a omissão informativa da grande mídia brasileira, que deveria estar informando sobre possíveis consequências dessa manipulação do preço internacional do petróleo para nossa economia e para a Petrobrás, nos atinge e atinge a Petrobrás.. mas pode se tornar em outro desastre econômico.

    Os estoques mundiais estão ficando cheios de petróleo barato. Mas e então? O mercado de consumo aguenta quanto mais? O petróleo, se cair a menos de 47 dólares inviabiliza o pré-sal.. está resistindo acima de 50 dólares, o barril brent que é o padrão mundial.. mas a Arábia Saudita disse que não se importa que caia a 40 dólares… e aí? Cadê a defesa do livre mercado? Quem controlaria o dumping internacional que a Arábia Saudita está fazendo para ganhar market share? Em que medida a manipulação de uma reserva petrolífera com dimensões que tornam um país capaz de submeter o mundo é legítima?

    É fácil ver o limite.. se a Arábia Saudita fosse o Irã ou a Venezuela ou a Rússia, os EUA estariam silentes? Você não passaria a conviver com propaganda contra a manipulação artificial do preço internacional do petróleo como o que ocorre hoje? Sim. Mas como é a Arábia Saudita, aliada dos EUA, você deverá sofrer quieto as consequências desta manipulação torpe e exclusiva por dinehirro e mais mercado para a Arábia Saudita, mesmo ao custo de famílias desempregadas, empresas de petróelo e seus lucrosd aos acionistas, e mesmo ao custo da desorganização financiera de Estados, países e Municípios em todo o mundo.

    Quando a manipulação e efeitos negativos vêm de países de fora do eixo rico (EUA- Europa-Japão, incluindo o aliado Arábia Saudita) a propaganda é contra, os jornais são contra os reflexos dessa manipulação ou má conduta. Quando a manipulação vem de integrantes do eixo trilateral, do eixo rico, aí é tratado como consequência do livre mercado…

    A omissão internacional nesta questão está criando um monstro que pode ser uma nova crise econômica com base na baixa artificial do preço do petróleo induzida e mantida pela Arábia Saudita sem qualquer intervenção moral ou real dos EUA.. tudo por interesses geo-políticos e geo-econômicos. Não é só falta de petróleo que causa crise.. super-oferta também pode criar. A crise de 1929 foi por super-oferta de produtos. Estamos tendo super-oferta de petróleo.

    Vamos ver até onde isso vai.

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