Ponderações do Blog se confirmam: recuperação da Europa demorará, menos austeridade ajudará em sua recuperação e pressão deflacionária internacional à vista

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    Duas ponderações já apresentadas há muito pelo BLOG acabam de ser objeto de confirmação. Como informamos há muito tempo, o Presidente do Banco Central Alemão informou que a recuperação da Europa demorará mais de dez anos. E também recentemente a Presidente do FMI , a francesa Cristine Lagarde, informou que indica medidas mais amenas para incentivar o crescimento econômico europeu (ver conteúdo do artigo “Ajuste mais brando para reanimar a economia”, publicado dia 21/04/2013, no Jornal O Globo, pg. 45″).

    Essas informações já chegaram a nossos leitores há mais de um ano antes. Mas é interessante pontuar quando isso ocorre para que nós mostremos que estamos em sentido de análise fundamentada que se confirma no tempo.

    Em rápida pesquisa, mostro que a informação dada pelo Blog Perspectiva Crítica sobre a previsão de demora da recuperação da Europa em dez a quinze anos, quando a mídia noticiava que analista de mercado apostavam em três a cinco, demos no mínimo em fevereiro de 2012, conforme evidente no último “p.s.” do artigo acessível em http://www.perspectivacritica.com.br/2012/01/relacao-dividapib-brasil-x-mundo.html

    Sobre a necessidade de menos austeridade para ajudar a reerguer a Europa, já falávamos disso antes mesmo das declarações de Dilma no exterior neste sentido, e a apoiamos quando ela assim o fez, há meses atrás!

    E mais, para você ver que acertamos ainda na avaliação de tendência deflacionária internacional (em especial no centro do capitalismo, mas também em todo o mundo), hoje (22/04) o Jornal do Commercio publicou o artigo “Por trás da derrocada do outro”, na página B-2, em que Paulo Guimarães, em sua coluna, “De Olho no Mercado”, analisa que a queda do outro de 9% em um único dia (15/04/2013), pode ser a indicação de que outros ativos serão corrigidos em todo o mundo, em todos os mercados.

    Ele informa que o mercado verificou que, historicamente, quando o ouro cai muito indica uma próxima desvalorização (ou correção) em vários mercados, como canários que não cantavam no subterrâneo de minas americanas indicavam escapamento de gás letal e salvava a vida de mineiros.

    Veja alguns trechos que selecionei:

    “Mais à frente, essa caraterística também foi identificada em flutuações bruscas no preço do metal, que, assim, como os canários de outrora, também estariam antecipando eventos econômicos de maiores proporções.” 

    “A forte queda do metal precioso, no entanto, não foi isolada. Em conjunto, recuaram preços de outras commodities e de ações, bem como os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. Ao pé da letra, essa combinação significa que os mercados sinalizam uma nova onda deflacionária, que poderia estar em formação no horizonte.”

    Sendo assim, essa informações últimas também confirmam nossa visão de falta de pressão externa para inflação no Brasil e forte indício de rescaldo no Brasil de eventual, e talvez em formação (os analistas divergem mas já indicam), pressão deflacionária de alta proporção.

    Assim, tanto nossas avaliações anteriores e várias e repetidas de tendência deflacionária no cenário internacional se confirmam, tanto quanto mostram mais uma vez que, neste tocante, mais uma vez estávamos corretos em não admitir aumento de juros Selic neste momento.

    Todas essas quatro informações que o Blog te passou há meses, de forma coesa, se confirmam no horizonte econômico atual e à frente.

    Aqui você tem coesão informativa, acompanha o raciocínio econômico, e ainda é melhor informado do que simplesmente acompanhando a grande mídia.

    Esses são os fatos.

    P.s.: De lambuja, ainda é publicado no artigo de Paulo Guimarães, o que falo há uns dois anos: O FED, (Banco Central Americano) ao tratar política monetária e definir juros, não foca só na inflação, mas também no crescimento do PIB e na taxa de desemprego. Veja este trecho: “A taxa de desemprego (americana), por exemplo, que estacionou em nível elevado para os padrões americanos, exerce grande influência sobre o comitê (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve ou FOMC, na sigla em inglês).” Mas, contrariamente a este fato, o que o mercado brasileiro e seu agente informativo, a grande mídia, teima em repetir erroneamente é que o Banco Central ao definir Política de Juros e Política Monetária deve ter somente em foco a meta de inflação!! E recentemente foi até declarado pelo mercado (brasileiro) que “deve-se demitir mesmo!!”.
    Assim, mais uma vez, o Blog Perspectiva Crítica te informa melhor e não apenas tecnicamente, mas também em relação ao que interessa mais ao cidadão brasileiro, contribuinte individual, trabalhador, servidor público, pais e mães de família. Fico orgulhoso disso e compartilho contigo essas confirmações da lisura e responsabilidade de nossa atuação informativa. Gosto de um provérbio italiano que cabe aqui: “A mentira é veloz, mas a verdade não tarda em alcançá-la. (citado por Gilberto Moog em sua obra “Desutopias”, Editora Nova Razão Cultural, 2007, pg. 111).

    p.s. de 24/04/2013 – texto revisto e ampliado.

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