Movimento de Greve de Servidores públicos federais abrange grande parte da categoria em todo o País

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    Copio a vocês artigo do site Consultor Jurídico que ao noticiar as movimentações de greve no Judiciário terminou por informar a dimensão da amplitude dos movimentos de greves dos servidores federais em todo o Brasil.

    São incontáveis categorias que se mobilizam por reajuste salarial, reposição inflacionária, realização de concursos públicos, estruturação de seus locais e instrumentos de trabalho. É o comunicado a todo o Brasil da situação em que a Presidente Dilma, até então compreendida como integrante de um partido político com compromisso com trabalahdores, colocou praticamente todos os setores do serviço público federal.

    Categorias estão sem reajuste inflacionário entre três a dez anos. Isso depauperiza o servidor público, desmotiva a realização e compromisso com a prestação de serviço público e prejudica toda a população que é destinatária da prestação de serviços públicos em todo o País.

    Mas talvez pior do que isso. Os servidores públicos federais são responsáveis pela organização e coordenação de toda a atuação do Estado em todas as áreas de conhecimento e atuação pública em todo o País. Os setores públicos responsáveis pela saúde, educação, defesa nacional, formulação de política econômica e social, formulação e execução de política externa, processamento e alimentação de índices estatísticos, distribuição de justiça etc., todos estão prejudicados há anos e a Presidente Dilma não apresenta sequer previsão de solução, negando-se a negociar com estas categorias essenciais para a manutenção do Estado e para a garanita de prestação de serviços públicos à população.

    Abaixo o artigo do Consultor Jurídico:

    “Servidores federais em greve se reúnem com ministro Gilberto Carvalho

    O processo de negociação está em andamento e a expectativa é que dia 31 de julho o ministério tenha propostas concretas

    A greve dos servidores públicos federais segue sem prazo para terminar. Nesta terça-feira (03), a paralisação chegou ao 16º dia e atinge 22 estados e o Distrito Federal, em 26 setores. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento e Gestão (Mpog), o processo de negociação está em andamento e a expectativa é que em 31 de julho o ministério tenha propostas concretas para apresentar às categorias.

    Insatisfeitos com o prazo, um grupo de servidores do Distrito Federal se reúne logo mais, por volta das 13h, com o ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, para que ele interceda junto ao Planejamento.

    O objetivo é que as negociações avancem mais rapidamente e que os serviços voltem a ser prestados.

    Segunda-feira (2), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) se reuniu com o Ministério do Planejamento e Gestão (Mpog) para negociar os pontos de reivindicação. Não há estimativa de quantos funcionários estão parados

    As demandas dos servidores federais são, em linhas gerais, recomposição salarial, extensão do plano de carreira estabelecido pela lei 12.277/2010 a todos os servidores, ampliação de auxílio alimentação e de saúde, e realização de concurso público.

    Nesta terça-feira, a Condsef tem encontros setoriais marcados com as categorias e amanhã (4) haverá programação para o Dia Nacional de Lutas nos estados. Ainda neste mês, a confederação realizará um acampamento na Esplanada dos Ministérios (entre os dias 16 e 20), uma marcha a Brasília (dia 18) e uma plenária unificada de avaliação dos resultados (dia 20).

    Os setores atingidos pela paralisação são diversos. Na área da saúde, estão em greve a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), professores e funcionários de hospitais universitários federais, além de servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus) e do Ministério da Saúde.

    Em outras áreas, não trabalham grupos de funcionários dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE), da Integração Nacional (MI), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Justiça (MJ) e da Previdência Social (MPS).

    Ainda estão em greve, trabalhadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac), dos Institutos Federais Tecnológicos de Educação da Base do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Sergipe (Ifets-Sindisep), do Arquivo Nacional, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), do Departamento do Fundo da Marinha Mercante (DFMM), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

    Os funcionários do Ministério das Relações Exteriores (MRE) anunciaram hoje que encerraram a greve e retomaram as negociações com o Planejamento. A paralisação foi e envolveu 75% da categoria, atingindo 130 postos de representação do Itamaraty no Brasil e no exterior.

    De acordo com o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (SindItamaraty), o órgão continuará a defender os pleitos dos servidores e a pressionar a administração por recomposição salarial. A próxima reunião do sindicato está marcada para a próxima sexta-feira (06).

    Consultor Jurídico”

    A situação é gravíssima, atinge praticamente todo o serviço público federal em todo o País e isto não é sequer notícia do Jornal Nacional de ontem, dia 03/07/2012. Não há cobertura pela mídia, nem explicação do problema à população.

    A posição da Presidente Dilma não é de uma Presidente eleita pelos trabalhadores. Economia sim, mas às custas exclusivas da qualidade de vida das famílias de um setor da sociedade, no caso os servidores públicos federais, não. Isso é injusto, é inconstitucional e é anti-democrático.

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