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Histórico: reconhecimento da grande mídia de que servidores públicos geram 25% da riqueza no RJ

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Finalmente o tratamento sobre o tema “servidores públicos” sob um prisma positivo. O Jornal O Globo, em sua matéria publicada hoje, 25/01/2017, informa que os servidores públicos do Rio de Janeiro são “responsáveis por 25% da geração de riqueza”, no Estado do Rio de Janeiro.

Essa publicação, claro, está publicada em artigo cujo título destaca algo negativo e nada correlacionado à importância dos servidores públicos para a economia, qual seja, “A pior crise em 30 anos”, na página 19 da edição de 25/01/2017, mas ao menos recebeu destaque interno do artigo. Destacamos o trecho que foi objeto de destaque interno do artigo:

“No Rio, a situação dos servidores (que recebem parcelado seus salários), responsáveis por 25% da geração de riqueza, é um entrave adicional à recuperação do mercado de trabalho.”

E vejam mais esse destaque que efetuamos no artigo suso mencionado:

“No caso do Estado do Rio, economistas destacam que os atrasos no pagamento de servidores públicos e o risco de enxugamento desses quadros, que têm um peso grande na geração de riquezas local, são um entrave adicional par a melhora do mercado de trabalho, já que são famílias que deixam de comprar e contratar serviços. Segundo dados mais recentes da Relação Anual de Relações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, a participação da administração pública na geração de renda no Estado do Rio de Janeiro é de 25%.”

O Blogger Mário César Pacheco, o qual desde 1996, ao assessorar o Deputado Estadual Nilton Salomão, na época do PSB, lia, à época quatro jornais por dia, o que destilou senso crítico sobre a condução de fatos e perspectivas em sociedade pela grande mídia, em mais de 20 anos nunca viu uma notícia favorável à importância do servidor público para a economia real, portanto, o momento é histórico.

Não há na notícia mais detalhes sobre essa importância dos servidores públicos para a geração de riquezas no Estado do Rio de Janeiro. Aparentemente se considera apenas a quantidade de salário dos servidores públicos estaduais em relação à massa dos salários de trabalhadores formais no Estado do Rio, já que o artigo trata da dificuldade de retomada do crescimento da economia no Estado do Rio de Janeiro, sendo o pagamento parcelado de servidores públicos mais um problema dentre outros.

Mas e se somássemos a importância da renda dos servidores públicos federais e a dos municipais a essa conta? A importância dessa geração de riqueza imediata aumenta, não? Então servidores não são só bicho-papão do orçamento público? Que bom, saber.. e servidor público gera riqueza? Que bom saber. Nós sempre publicamos e enaltecemos a remuneração dos servidores sob este prisma positivo.

Esse tratamento incomum pela grande mídia, através de um prisma positivo dos salários dos servidores, sempre foi a verdade desprestigiada e sempre foi a forma como o Blog Perspectiva Crítica exigiu que deveria ser publicada, a par do fato de ser uma conta de despesa do Estado.

Antes de ser uma despesa pública, o salário de servidor público é um investimento social com vários efeitos positivos:

1 – promove a prestação de serviço público, o que é uma obrigação do Estado;

2 – entrega serviço público por imposto pago pelo cidadão;

3 – cria e mantém meio burocrático imprescindível para a concretização de políticas públicas de assistência social, transporte público, previdência, educação, saúde, segurança pública e muito mais;

4 – cria estrutura burocrática essencial para tornar viável e possível um ambiente de negócios atraente no Estado;

5 – cria opção de emprego formal e digno ao cidadão, independente de seus contatos sociais e de sua riqueza e patrimônio;

6 – enxuga o mercado de trabalho e valoriza a mão-de-obra daqueles cidadãos que são empregados da área privada (a demissão de todos os servidores públicos os lançaria no mercado de trabalho para competir com os atuais empregados da área privada);

7 – promove o giro econômico na medida da massa de salários dos servidores públicos, garantindo demanda por bens e serviços privados e, assim, mantendo empregos na área privada mesmo em momentos de crise.

Finalmente, desta vez, houve uma publicação que explicou a importância do servidor público para a economia real somente pelo prisma do item 7 da nossa lista acima arrolada. Não sabemos se isso foi um deslize do Jornal O Globo ou se o mesmo começará a publicar de forma mais madura sobre o tema “servidor público e serviço público”.

Se por um acaso for a segunda hipótese, o que louvaríamos por resgatar a verdade sobre o tema, o Blog Perspectiva Crítica já poderá sugerir outros cortes informativos e pesquisas sobre o tema que pode ajudar no crescimento econômico e na obtenção de mais eficiência no serviço público a bem da economia e da população: faça, a grande mídia, investigação honesta sobre o retorno social e econômico que cada servidor público garante à sociedade. Somente assim será possível saber se há inchaço em um ou outro setor público e se seria importante ter mais contratações ou menos contratações neste ou naquele setor público.

Sugerimos que se faça pesquisa e investigação do retorno social e econômico do servidor da seguintes forma:

1- Qual o custo de professores públicos em uma escola para o Estado e quanto custaria para cada mãe e pai de aluno, caso o Estado não pagasse?  Averigue-se o quanto esses pais pagaram por essa escola em termos de pagamento de imposto. Esse é o benefício direto que indica a entrega de serviço público por imposto pago.

2 – Depois conte-se qual o benefício social a médio e longo prazo em se ter uma população educada versus custo em manter escolas públicas. Através da evolução da expectativa de aumento de renda para quem tem mais escolaridade, identifique-se, segundo o número de alunos que terão este aumento de renda, o quanto eles ganharão a mais no futuro e averigue-se o quanto essa renda significa em aumento de renda para a economia e veja-se a escola como produtora de renda para a sociedade, já que os nossos jornais não se importam que a escola gere educação, claro, mas dinheiro. Aí será averiguado o quanto uma escola contribui para aumento de renda e do pib do Estado.

3 – Conte-se o custo de manter médicos públicos e como isso mantém pessoas ativas na economia, caso eles não existissem. Conte-se, ainda, o reflexo do investimento público em médicos como sugerido no item 1 e 2, mutatis mutandis.

4 –  Conte-se o custo de fiscais de ônibus e conte-se o retorno que seria em dinheiro das vidas que não seriam perdidas (calcule-se cada vida como R$300.000,00, o valor que o STJ concede em indenização, mais os valores dos salários que ela receberia em vida) em atropelamento, ocasionados por mal funcionamento de ônibus, descumprimento de regras de adequado treinamento dos motoristas e por falta de cobrança de multas, o que incentiva a bandalha.

5 – Conte-se quanto um fiscal contratado pelo Estado gera de renda ao mesmo através de sua atividade de arrecadação e averigue-se se deveriam ser contratados mais fiscais.

6 – Conte-se, como foi feito para o Porto de Santos, quantos servidores públicos são necessários para se ampliar serviços prestados em alfândega e qual o retorno para a agilização de negócios e produção de renda isso geraria. No caso do Porto de Santos, a contratação de 400 servidores públicos, na maioria federais, ao custo de 50 milhões de reais ao ano, geraria aumento trabalho de 24 horas do Porto de Santos e aumentaria os 50 bilhões de dólares anuais de balanço de cargas para em torno de 75 bilhões de dólares, ou seja, 15 bilhões de dólares a mais (aumento de 33% das operações, segundo antigo artigo do Jornal O Globo sobre o tema), ou seja, 50 bilhões de reais a mais. Ou seja, nestes caso, somente neste caso, o lucro do Estado/sociedade com o investimento de mais 50 milhões de reais anuais em salários de servidores é de R$49.950.000.000,00!!!!!

7 – Faça esse tipo de conta real com todos os servidores e serviços públicos.

Mas não é isso que se faz… o que os grandes jornais publicam é só o custo que o servidor reflete no orçamento público. É como se uma empresa privada não visse o retorno que existe em se pagar cada empregado contratado e visse o empregado somente pelo lado da despesa… rsrsrs.. a empresa acabaria demitindo todos para diminuir a despesa e produziria o quê?  A empresa acabaria.

Então, esperamos que isso seja uma nova tendência do Jornal O Globo. Contamos com isso, mas céticos. Porém, o dia em que fizerem contas como as apresentamos, aí sim se estará publicando seriamente sobre serviço público e servidores públicos e estará se fazendo um bem para se descobrir meios de se garantir a eficiência dos serviços públicos que a sociedade merece, produzindo-se riqueza para todos.

P.s.: Texto revisto.

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