Falta de Assistência Social nos EUA resulta em alta taxa de suicídio

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    Nos EUA, em 2010, o índice de suicídios (38.364) foi maior do que o de mortes por acidente de trânsito (33.687)!!

    O artigo intitulado “Recessão elevou taxa de suicídio de americanos e britânicos – Estudo defende que austeridade tem efeitos negativos para a saúde”, publicado no Jornal O Globo de 04/05/2013,, pg. 24, dá notícia de que houve aumento da taxa de suicídio nos EUA de forma muito maior do que em países que enfrentaram a crise econômica sem cortes substanciais em programas sociais.

    Os dados e análises desta questão estão no livro “The Body Economic: Why Austerity Kills” do professor David Stuckler, da Universidade de Oxford e do professor Sanjay Basu, da Universidade de Satndford, segundo informações do artigo.

    Esse é o tipo de notícia que não se vê todos os dias. A falta de apoio social, cortes em programas sociais nos países que estão sofrendo com a crise, geram desesperança ao ponto de as pessoas desses países se suicidarem.

    Veja o potencial destrutivo que tem o apelo, durante a crise econômica, da defesa da austeridade fiscal à toda prova (que sempre combatemos aqui), ou a defesa de demissões para controle da inflação, como recentemente vimos no Brasil. Já era sabido que, sem ter como pagar aluguel, espanhóis endividados e desempregados estavam se suicidando!

    É importante dar a exata dimensão do que é isto, este conjunto de dados: não se trata de consequência natural da crise econômica criada pelos bancos e que está sendo resgatada via endividamento dos países do centro do capitalismo; trata-se da adoção equivocada de uma política que objetiva antes o controle da inflação do que o resgate social da população que sofre na crise, ou seja, uma política que objetiva proteger o patrimônio (de quem tem lógico) ao invés de criar condições para que as famílias mais pobres e de classe média que sofrem danos colaterais da irresponsabilidade dos bancos e agências de rating possam ter apoio e reestruturarem-se para passarem com menos sofrimento por este momento grave econômico em que foram metidos e de que não têm culpa.

    Interessante saber que na terra das oportunidades, nos Estados Unidos da América, o número de suicídio em 2010 já era maior do que o de acidentes de trânsito e que, nesse mesmo artigo, segundo a Vice-Diretora do Centro para Controle e Prevenção de doenças, Ileana Arias, “o incremento nas taxas (de suicídio) coincide com a piora da situação financeira das famílias”.

    Assista o filme “$O$ SICKO” de Michael Moore e veja a realidade que os americanos mais pobres e de classe média (sem plano de saúde) enfrentam. A realidade dos EUA do que uma elite brasileira gostaria de replicar aqui favorece exponencialmente ricos e lega à grande parte da população grande desassistência social, como licença maternidade de três meses sem salário, hospitais públicos que não são gratuitos, e universidades públicas (70% das universidades americanas são públicas) que não são gratuitas (cursos custam no mínimo U$8 mil por ano, e U$16 mil em média).

    A realidade social americana é bem diferente do que aparece nos filmes. Por isso sugiro copiar, adaptando para nossos parâmetros sócio-culturais-econômicos, mais a estrutura dos países nórdicos.

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