Egito condena Ongs estrangeiras por atividade irregular. E o Brasil?

    42
    0

    Pessoal, o Egito, segundo artigo publicado no Jornal O Globo On Line de hoje (04/06/2013), condenou à prisão integrantes de Ongs estrangeiras e cassou o direito destas Ongs em atuarem no País por estartem há anos exercendo atividades sem a devida autorização governamental, alvarás e tal.

    Acesse o artigo em http://oglobo.globo.com/mundo/egito-condena-43-funcionarios-de-ongs-estrangeiras-8587816

    Parece que há intenção política nestas condenações, já que estas Ongs podem estar incentivando movimentos populares, luta pela liberdade e coisas do gênero.. e parece que pode estar ocorrendo exagero, pois o Estado poderia ao invés de já punir, primeiro intimar as quatro Ongs para que se regularizassem antes de adotar medidas mais graves.. até em respeito ao tempo em que as Ongs já atuavam, algumas por mais de 11 anos.

    Agora, pergunto, o que Sam LaHood, o filho do Secretário de Transportes dos EUA Ray LaHood estava fazendo em uma dessas Ongs no Egito em ebuliçãoe recém convulsão política e social? Não quero ser leviano. Não quero lançar visões antiamericanas.. até porque tinham ongs que não eram americanas, apesar de 19 condenados a prisão serem americanos. Também foi bonito Sam LaHood ter tido a oportunidade de sair do Egito antes de ser detido mas ter ficado em solidariedade aos egípcios processados que também foram posteriormente condenados.

    Mas é muito importante se saber que a despeito de o advento das ONGs ter sido algo interessante e poder ajudar a democracia e disseminação de valores humanos, éticos, morais, de boa governança pública, de fiscalização do Estado e etc… muitos governos de países ricos se usam destes organismos para atuar política e socialmente dentro de um país alvo, para defender seus interesses próprios, contra o interesse do País que recebeu a ONG.

    Hoje em dia é o mais sofisticado meio de influenciar a população local em um país-alvo, sob o véu da pureza de princípios, de defesa de altos valores humanos e ecológicos… Muitos são vozes que se apresentam, mesmo que se aproveitando daqueles que atuam idoneamenta na ONG e creem que fazem o melhor pelo mundo e pelo país em que atuam, como instrumentos de atuação subversiva discreta e eficiente.

    Hoje, temos isso ocorrendo maciçamente na Amazônia brasileira. ONGs estrangeiras, sei por profissionais de segurança pública e integrantes das Forças Armadas, que a atuação das Ongs estrangeiras é muito grande no local.

    Grande parte delas atua em defesa do meio-ambiente e da proteção de terras indígenas e direitos dos índios, mas muitos delas fincam bandeiras do país de origem da ONG, seja Inglaterra, França e EUA, fazem exploração da bio-genética da área para exploração comercial e registro de patentes no exterior. Seus integrantes muitas vezes são pegos pela Polícia Federal contrabandeando animais silvestres e material bio-genético, armazenados com sofisticação. E em muitas das terras indígenas que conseguem autonomia através da demarcação, há atuação estrangeira de mineração e exploração de madeira.

    O risco para a soberania pode ser grande se não houver uma investigação da regularidade de atuação das ONGs na Amazônia brasileira. Dilma está tentando apresentar e fazer votar margo regulatório da exploração da bio-genética da Amazônia e de outros ecossistemas brasilerios, para que as patentes registradas lá fora não deixem de gerar algum pagamento de royalties no Brasil. Mas não se houve mais falar nisso, mesmo tendo o potencial de gerar trilhões de dólares ao País… um outro pré-sal mesmo!!

    Ao contrário, tem crescido o ativismo demarcatório indígena e a atuação de Ongs no local, com missionários religiosos estrangeiros, com “conscientização” do índio brasileiro de que a terra é dele e não do Brasil. Coisas que remetem, em caso de ineficiência do Govenro Brasileiro, à futura defesa de soberania ou autonomia dos territórios dos pobres e coitados dos indígenas de tal tribo (não brasileiro, mas de sua nação própria), que são sujeitos a abusos do “maus e imperialistas” brasileiros.

    Isso o que está acontecendo com ONGs na Amazônia, senhores, é criminoso. É pouco divulgado. É um risco à nossa soberania e a plantação de semente na mente dos índios brasileiros de que eles são nações próprias e que daqui a pouco podem exigir autonomia sobre suas terras.

    Façam duas pesquisas: quem financia as ONGs estrangeiras que atuam na Amazônia? Verão que governos inglês, americano e francês financiam. E quais as regiões em que maius atuam? Pelo que ouvi e li, verão que as áreas de maior interesse possui amplo potencial mineral, aquífero ou para exploração bio-genética (este último toda a região Amazônica tem).

    E aí eu faço duas perguntas: Primeira: Por que não há Ong estrangeira na Caatinga nordestina, ecossistma em vias de extinção e local de grande sofrimento das populações pobres e sofrewdoras com a seca?! Lá só o governo federal ajuda com cisternas, poços artesanais para cada família, transposição do Rio São Francisco para combater a seca e dar melhores condições de vida à população local etc.. Por quê? Por que tanto interesse em ajudar os índios do Amazonas e não tanto interesse em ajudar mesmo os índios do Pantanal e o ecossistema raro do Pantanal brasileiro? Será pela proximidade da Amazônia com a Guiana (colonização inglesa) e a Guiana Francesa? Será que é porque é ambiente mais extenso e mais rico do que a Caatinga Nordestina e Pantanal Matogrossense? Segunda: Por quê não fazemos uma CPI das Ongs que atuam na Região Amazônica?

    A questão é grave… essa introdução estrangeira através de Ongs na Amazônia é coisa muito mais do que séria. Amigos meus que vão por lá estão alarmados com a presença estrangeira.

    Não precisamos demonizar todas as ONGs e Organizações Sociais que atuam no local, mas devemos fiscalizar e investigá-las. Não precisamos fazer como o Egito. Mas temos de fazer algo responsável.. e não estou sabendo que estejamos fazendo isso.      

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui