É… Manchete para a bolha imobiliária em 21/08/2011 no Jornal O Globo

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    Bem, gente.. quem viu o artigo e manchete “Histórias de uma bolha”? Esta manchete do caderno “Morar Bem” do Jornal O Globo, de ontem, domingo, 21/08/2011, foi boa e o artigo está no sentido em que entendemos que a realidade dos fatos se apresenta e que indicamos que ocorre e ocorreria, desde 2010!!

    O melhor não foi somente verificarem a queda de venda em Ipanema e Leblon “de 40% a 50% nos últimos dois meses”, mas indicarem que “Analistas, por sua vez, registraram fatores que identificam a bolha de preços”. rsrsrsr

    Bolha de preços!!! Procurem em toda a mídia desde junho de 2010.. nós fomos os primeiros a identificar a diferença entre bolha de crédito e de preços e explicar aos nossos leitores que o caso dos imóveis no RJ e no Brasil não era bolha de crédito, mas bolha de preços!!

    A coluna da Miriam intitulado “Sólido e Vulnerável”, publicado no Jornal O Globo no mesmo dia 21/08/2010, também complementou bem a questão, elogiou servidores públicos (“Pedro Parente, Clóvis Carvalho, Pedro Malan, Murilo Portugal e vários bons funcionários públicos”) que conduziram nosso Proer de forma muito mais responsável e inteligente do que os americanos e europeus estão conduzindo sua crise financeira (nós salvamos os bancos mas responsabilizamos os banqueiros; os americanos e europeus salvaram e só) e mencionou que o Brasil, hoje, apesar de sua alta competência em gerência de finanças públicas pode não saber lidar com “crise de superendividamento das famílias e bolha imobiliária”. Pode ser.

    No texto ela deixa claro que nossa relação crédito/pib (pelo que sei, hoje em uns 42% do pib), está muito abaixo de países ricos, mas não pode crescer desregradamente. Ela está certa. Podemos chegar a 70%, que é o valor dos antigos países ricos (agora em risco de falência) antes de perderem o controle das finanças a partir da crise privada dos subprime em 2008. Mas o crédito deles na verdade, hoje, está em torno de 100% de seus PIBs (em alguns casos até além disso). Mas teremos de chegar a 70% aos poucos, à medida em que nossa riqueza e renda percapita aumentem. Temos de poupar. Cada família tem que poupar.

    O importante é que ela menciona, admitindo nossa tese, de que o crédito fácil gerou o fato de que “os imóveis estão com preços se descolando da realidade”. Isso, senhores, é bolha de preços.. não de crédito.

    Quem leu e acompanhou nossos artigos não está surpreso. Está só constatando o que víamos e da forma que víamos. E a realidade não se cria, se constata. Não adianta “analistas” ficarem insistindo que imóveis subirão se o braileiro está endividado!! Não precisa ser gênio.

    Bem, e há risco de reboom? O que se pode dizer é que quebra de Europa e EUA pode gerar corrida de investimentos de risco para títulos da dívida da Alemanha e outros países triplo A (são dezesseis, já que os EUA foram excluídos dessa lista da Standard & Poor’s, mesmo estando na lista triplo A da Ficht e da Moody’s). Ouro, prata, diamantes e imóveis também são saídas clássicas de títulos de risco e de bolsas de valores, além de títulos de dívida de países emergentes e de relação dívida/pib baixa. Isto ocorreria com quebra de EUROPA E EUA.

    Portanto, poderia ter um reboom, mas isto não está se verificando e acho que pode não se verificar, pois ninguém em sã consciência (o que não ocorreria no caos) compra bem caro para investir. Portanto, crise financeira pode levar a compra de imóveis onde esses estão baratos, ou seja, imóveis europeus e americanos. Mas cria risco para nós também. Mas estamos tratando do caos. Como acho que isso não ocorrerá, nosso mercado está sobrevalorizado e começará a se corrigir, como disse, em 2011, esse ano, e assim será por uns três anos, creio eu.

    Esse papo de que os imóveis subirão até as olimpíadas, senhores, é papo de construtor, como no artigo do caderno “Morar Bem” suso mencionado. O mercado não realiza projeções assim. Ele se antecipa. Para mim, o valor a ser alcançado até as olimpíadas já foi precificado e atingido. Agora só resta a correção.

    Acho que há espaço para correção entre 30% a 50%. Não acredito em 50%, mas acredito piamente em 30% de desvalorização dos imóveis que hoje todos sabem que estão sobrevalorizados. O valor normal será alcançado em três anos, creio. Nesse processo só quem se prejudicará é quem comprou e se endividou para investir… mas isso considerando que fez investimento de curto prazo. Tenho certeza que o númeor é desprezível. De resto, quem fez a dívida terá de pagar e no Brasil, com regras melhores e mais rígidas para a concessão de crédito, não haverá reflexo na economia e os devedores pagarão tudo, realizando suas compras, tenham sido boas ou ruins.

    Enquanto isso, a riqueza e renda percapita dos emergentes (Brics e mais alguns) crescerá mais do que a dos países chamados ricos, que deverão demorar uns dez anos para limpar sua relação dívida/pib, a não ser que haja repacto de dívida, ou seja, calote, mesmo que branco.

    Seguimos acompanhando. Fico feliz em dizer que todas as análises anteriores sobre bolha imobiliária apresentadas pelo BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA encontram-se valendo. Os pressupostos não mudaram. Por isso escrevi menos sobre o tema. Se algo mudar escreverei imediatamente.

    Saiba antes. Tenha PERSPECTIVA CRÍTICA!! (ahauhauah adorei! rsrsrsrs)

    abraços

    Mário César Pacheco

    p.s. 22/08/2011 – texto revisto e ampliado

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