Correção de bolha imobiliária no Brasil pode estar mais perto: brasileiros compram imóveis no exterior

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    Depois das notícias de parada de subida de preços de imóveis por todo o Brasil; depois das informações de que ilhas na França custam 9 milhões de euros, o mesmo preço de um apartamento na Vieira Souto, rua nobre no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro; depois, ainda, de notícias de que o metro quadrado no RJ em alguns bairros chega a ser mais caro do que m Londres, Paris, Nova York e Tóquio; e depois de recentemente o Banco Central fazer contas sobre eventual impacto sobre a saúde de bancos, em caso de estouro de bolha imobiliária após a Copa de 2014, ou seja, após junho de 2014, daqui a três meses, hoje o Jornal O Globo On Line dá a informação de que brasileiros copram imóveis em Espanha e Portugal.

    Acesse: http://oglobo.globo.com/economia/imoveis/brasileiros-investem-em-espanha-portugal-12322147

    Jà havia compra de imóveis por brasileiros em Miami, Paris e Nova York, após a subida estratosférica de valores, mas os destinos de investimentos de brasileiros nesse setor imobiliário em outros países se expande.. o que significa isso? Significa que não estão comprando no Brasil. E o que significa isso? Significa que os preços atuais não poderão se sustentar em breve momento.

    Essa informação e conclusão ainda encontram eco no fato de que os empréstimos da CEF caem percentualmente de um ano para o outro, apesar de ainda estarem em patamar alto. E mesmo o aumento do limite do uso do FGTS para R$750 mil no DF, RJ, SP, BH e Porto Alegre não está alterando esse fato.

    Fora isso, a Alemanha tratou, como publicado em artigo de 21/04/2014 no Jornal O Globo, tratado neste Blog, o aumento médio do preço de imóveis em Berlim, à razão de 25% desde 2010 até 2014 como ameaça de bolha imobiliária.. e no RJ, por exemplo, os aumentos acumulados desde 2008 ultrapassam 500% em muitos bairros.

    Então, senhores.. parece que a queda está próxima.. para alguns interlocutores do Blog, a diferença entre o preço pedido (avaliação) e o preço fechado (negócio efetivado) na zona sul já ocorreu com diferença de 20% para o proprietário.

    Em consonância com uma publicação de abril de 2012, também comentado por este Blog, o sobre valor dos imóveis está em 50%, portanto, a queda, parece que poderá vir, a se confirmar as informações que chegaram a nós e a se generalizar o fechamento de negócios em menos 20%, em torno de 30% em menos de um ano.. não acreditamos em queda superior a 50% em menos de dois anos a cinco anos. Mas a teoria do esvaziamneto de bolha em muitos anos pode não se concretizar e se confirmar a teoria de estouro de bolha imobiliária, com correção em pouco tempo.

    Os três grandes motivos para acreditarmos nisso são: (1) estagnação dos preços dos imóveis em patamar tidos por qualquer um como muito alto e fora do alcance de compra da classe média alta em bairros convencionais a seus perfis e históricos familiares e sociais; (2) o relatório do Bacen, tratando de se antecipar para saber sobre níveis de resistência financeira dos bancos a uma queda muito grande e recente nos preços dos imóveis (garantias de muitos empréstimos e lastro de muitos títulos recebíveis) e (3) cada vez mais informação sobre aumento em números absolutos de compra de imóvies em outros países e em valores por brasileiros.

    Também o fechamento de capital de construtoras em Bolsa de Valores, a falta de notícias sobre programa de novos lançamentos, a notícia de estoques altos para ainda serem vendidos e desfazimento de negócios, como a venda da empresa Tenda pela Gafisa, são notícias que evidenciam que as empresas podem não conseguir segurar por muito mais tempo o valor unitário de imóevis em estoque, que significam grande despesa corrente.

    A fase três do Programa “Minha casa, Minha vida”, teve como pedido das construtoras, que comporte a construção de 3 milhões de unidades… ganhar valor de imóveis para baixa renda é pedido de quem não consegue vender para a classe média. Evidencia-se assim, mais um indício de que as construções convencionais e livres (sem intervenção do Estado) não estão bem e de que este Programa, mal gerenciado, mantém artificialmente os preços dos imóveis altos para todos os brasileiros que não estão incluídos como target social do “Minha casa, Minha Vida”.

    A ampulheta está virada. Continuamos acompanhando.

    p.s.: Importante salientar que o “Minha casa, Minha vida” terá entregue até o fim desse ano quase 3 milhões de casas. O déficit, antes do programa, de moradia própria era estimada em no máximo 7 milhões de moradias. Assim, se fosse cumprida a meta da fase três do progama de habitação popular, até 2018, fora a demanda que surgisse até lá, por conta de cresimento populacional, sobrariam pouco mais de um milhõa de moradias de déficit habitacional. Portanto, as construtoras de empreendimentos residenciais podem contar com esta ajuda para manterem algum fôlego. Mas essa venda não é tudo o que as pode manter. Elas precisam de vender para o mercado livre. E assim, mesmo nesse período, há forte pressão para que ajustem preços. Até porque mais aumentos do limite de uso do FGTS não parecem mais sustentáveis.

    p.s. de 07/05/2014 – O caderno “Morar bem”, de 04/05/2014, informa que “aqui no Rio, em relação aos três primeiros meses de 2013, o número de contratos fechados caiu 15,3%, e o volume desembolsado 5,5%, Agora foram concedidos 138.907 empréstimos, num total de R$18,35 bilhões, contra 163.964 contratos fechados e R$19,42 bilhões liberados entre janeiro e março do ano passado”, segundo artigo de Karine Tavares. Isso senhores, também é indício de perda de força na demanda, o que corrobora o quadro de pressão por correção. Menos pessoas tomaram o empréstimo e o valor global, apesar de cair menos do que o número de empréstimos, também caiu. A ver.

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