Como diminuir o trânsito do RJ e acabar naturalmente com as favelas do Rio de Janeiro ao mesmo tempo?

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    Parece impossível? Sim. Seria simples a implementação? Não. Iria contra interesses econômicos  e políticos estabelecidos? Sim em boa parte. Mas esta aí algo sobre o que já falamos e abordamos de outra forma e que queremos deixar claro que tem solução; mas é preciso ter vontade política para fazer o que deve ser feito e comprometimento com o interesse público e não com a especulação imobiliária e empresas de ônibus.

    A solução mais radical e definitiva para o trânsito no Rio de Janeiro e para as favelas é uma principal, e apenas uma, que deverá ser seguida por outras ações secundárias, todas a serem explicitadas aqui.

    A solução principal é apenas uma e qualquer um que diga algo diferente do q1ue eu vou dizer aqui está mentindo e não apresenta a solução definitiva nem para o trânsito e nem para as favelas, segundo tudo o que eu pude ponderar. A idéia não é minha, antes fosse. Mas creio que há algum mérito em reconhecer uma boa idéia e evolui-la. A idéia contava do programa de governo de Fernando Gabeira: a criação de 23 pólos de geração de emprego espalhando o acesso ao emprego por todo o território do Rio de Janeiro e desconcentrando a geração de emprego do quadrilátero Zona Sul, Centro, Barra da Tijuca e Tijuca.

    É muito simples. A aglomeração na cidade do Rio de Janeiro, em torno destes quatro centros metropolitanos se dá exclusivamente porque estão neles as oportunidades de emprego para a população da cidade do Rio de Janeiro. Os empregos fora desses eixos é simplesmente residual, talvez 15% de tudo? Mas concentram talvez 75% da população? Então senhores, é lógico que a Avenida Brasil ficará intensamente congestionada e igualmente a Ponte Rio-Niterói (apesar de aí ser um problema de falta de descentralização de pólos geradores de emprego pelo Estado).

    Hoje ocorre que porque o emprego está num desses quatro centros, toda a população deve vir a esses centros, congestionamndo o trânsito, submetendo-se ao martírio de passar horas em ônibus ou em diferentes modais para poder chegar a seu trabalho, para poder chegar a seu meio de sustento. É óbvio que a pessoa fará o que puder para ir ao seu emprego. Ponto.

    Então, o jeito é somente levar o emprego mais próximo de sua casa. Somente isso. Isso não é nada mais do que acesso e dignificação da própria cidadania, além de medida lídima de distribuição de riqueza por todo o território da cidade do Rio de Janeiro.

    Por que os centros geradores de emprego têm de ser dsomente quatro localizações como ocorre hoje? Simplesmente por leniência dos governantes, falta de visão, falta de comprometimento com o interesse público e com a melhora de vida do cidadão. E também porque essa aglomeração facilita especulação imobiliária e atividades hipertrofiadas que contribuem para companhas políticas, como as empresas de ônibus. Chegou a informação a mim que um prefeito do Estado do Rio de Janeiro tem tido amplos benefícios negociais com terrenos…

    Agora, se fossem desenvolvidos pólos comerciais ou industriais geradores de empregos, você teria uma disseminação de estrutura por todo o Município, as pessoas poderiam optar em morar aqui ou ali. A melhor coisa que tem é morar com qualidade perto de seu emprego pois gera economia ao cidadão de dimnehiro e tempo. Dinheiro e tempo estes que poderá gastar com laser e com sua família ou até com seu próprio desenvolvimento pessoal, intelectual ou educacional, a bem do cidadão e mais uma vez da própria econimia e sociedade.

    Observe que esta alteraçaõ principal deveria ser acompanhada das secundárias, quais sejam, descentralização de acesso ao laser, à cultura, á educação, à saúde e ao comércio. Cada novo centro gerador de emprego deveria ser acompanhado de obras que garantissem no mesmo local acesso aos trabalhadores ao comércio, cultura, educação e saúde. É simples. Assim, o trabalhador de um território X não se sentiria obrigado a se deslocar para outro local para ter tudo isso que lhe é devido por impostos pagos!!!

    Nos EUA você pode viver muito bem em centenas de cidades!! Em todas você tem acesso a emprego, lazer, cultura, entretenimento… isso descentraliza a ocupação populacional e abranda os efeitos de trânsito, deslocamento populacional e aumenta a qualidade de vida. Isso abrabdo a especulação imobiliária idem.

    A valorização de determinadas áreas-chave sempre existirá, mas é atentatório contra a dignidade humana os investimentos de cofres públicos ficarem somente nesses grandes centros; o acesso público à escola pública ser somente nesses centros; o acesso à saúde pública ser somente nesses centros; o acesso ao comérico ser somente nesses centros e o acesso ao laser ser somente nesses centros. Todos os locais da cidade, e assim de todas as cidades em todos os Estados, devem ser aquinhoadas com estrutura pública e privada geradora de emprego e de acesso ao comércio, lazer, cultura, educação e saúde.

    Claro que os transportes públicos devem passar a ser preferencialmente sobre trilhos e isso já é muita coisa, mas a solução definitiva está em acabar com a causa por que as pessoas são obrigadas a vir aos grandes centros. Elas devem ir porque querem e não porque são obrigadas. Elas devem ir para fazer negócios ou para lazer, mas não porque são obrigadas a ir a estes cerntros para conseguir sobreviver. Isso é escravidão!!! Isso não é humano e isso não é necessário!!!!

    E além de esta medida humanizar a ocupação do território citadino, além de essa medida humanizar a vida dos cidadãos de nossa cidade, esta medida tem o condão de espraiar o desenvolvimento por mais regiões da cidade, enriquecer e atrair investimentos para estas localidades, bem como passar a atrair e ser opção de moradias para centenas de milhares de cidadãos que hoje vivem precariamente em favelas.

    Por que a pessoa mora em favela? Por que está perto do emprego. E se ela tivesse uma oportunidade de emprego melhor fora dali.. será que ela iria para tal local? A migração de décadas de nordestinos ao Sudeste indica que a resposta é positiva. então, se fossem criados outros pólos de emprego, estes pólos rivalizariam com os quatro grandes centros atuais, certo? Certo. E o que isso tem de ruim? Nada, a não ser para quem ganha com especulação imobiliária.

    Assim, a criação desses pólos geradores de empregos poderia gerar ao fim ou esvaziamento natural de favelas simplesmente porque as pessoas teriam lugares melhores, mais baratos, acessíveis e em que haveriam fontes de rendas disponíveis, além de acesso a comércio, lazer, cultura, educação e saúde, como exisstem nos grandes centros.

    Haveria assim, voluntariamente o esvaziamento de favelas no RJ, o alívio da especulação imobiliária, a melhora do trânsito nos quatro grandes centros, a disseminação do desenvolvimento econômico a todas as regiões da cidade e a melhora da qualidade de vida de todos os cidadãos.

    E por que não é feito? Só há duas respostas: ou os políticos não estão interessados em resolver a questão por ignorância ou não estão interessados porque têm interesses e comprometimentos que exigem que dêem continuidade a esta ordem absurda de fatos que vilipendia todo o cidadão desta cidade, que deflagra e alimenta a especulação imobiliária e que não tem qualquer razão de ser.

    O BLOG PERSPECTIVA CRÍTICA defende a descentralização da criação de emprego nas cidades e nos Estados, acompanhada da descentralização do acesso ao lazer, à cultura, à educação, aos transportes públicos e à saude como forma de se concretizar o princípio constitucional da dignidade humana e disseminar o desenvolvimento econômico com qualidade de vida para todos e desestimular a especulação imobiliária e o fortalecimento de cartéis como o de empresas de ônibus.

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