Comissão Trilateral domina Fóruns e Instituições Econômicas Internacionais – A ditadura dos bancos de investimentos – confirmação de toda a informação estratégico-político-econômica que trazemos a você!

    38
    0

    Os bancos de investimentos, em especial o Goldman Sachs, “já submetem  as Nações Unidas, o FMI, a Comissão Européia e o Banco Central Europeu à sua lógica e visam submeter o direito internacional ao direito empresarial”. Esta é uma das claras, diretas e graves informações contidas no Editorial do Jornal Le Monde Diplomatique Brasil de setembro de 2012, cuja aquisição já sugeri a todos.

    Outra informação grave e que confirma a informação acima é o fato de que os principais envolvidos em resolver a Crise da Europa são egressos do Golman Sachs e da Comissão Trilateral. Veja que interessante. Segundo o mencionado e benvindo editorial deste jornal que publica para você a verdade que você não verá publicada em lugar nenhum, a não ser nesse e outros Blogs Sociais, “Mario Graghi, atual presidente do Banco Central Europeu, foi vice-presidente para a Europa do Goldman Sachs, de 2002 a 2006. Mario Monti, atual primeiro-ministro da Itália, foi conselheiro do Goldman Sachs e diretor europeu da Comissão Trilateral, um lobby neoliberal fundado por Rokefeller”. Os leitores do Blog Perspectiva Crítica já tiveram informações e fontes de leitura indicadas sobre a Comissão Trilateral (ver artigo “bibliografia e cinematografia do Blog”). E mais, segundo o mesmo editorial “Papademos, atualprimeiro-ministro da Grécia, é também membro da Comissão Trilateral desde 1998 e foi presidente  do Banco Central Europeu  de 2002 a 2010. Eles são um time que atua de maneira articulada”.

    Informações únicas e exclusivas. Informações que você nunca verá  publicadas na grande mídia brasileira que reforça esses acontecimentos no exterior e não são autônomos e/ou não enfocam a realidade dos fatos segundo o interesse do cidadão, indivíduo, seja estrangeiro seja brasileiro. Mas nós do Perspectiva Crítica fazemos isso para você.

    O que você vai ler no Editorial que copiei integralmente e transcrevo abaixo é a confirmação de que o que dizemos para você é a mais pura verdade. É a confirmação de que bancos articulam-se para impor suas perspectiva de organização social, que bancos usam a verba pública para socializar prejuízos de investimentos arriscados que fazem e que fazem de tudo para se apropriar da riqueza que estiver a seu alcance, sem qualquer pena ou consciência social. É a confirmação de que a Comissão Trilateral existe (muitos duvidam..) e de que pessoas e empresas no mundo têm este Fórum próprio para discutir e implementar políticas internacionais que favoreçam o enriquecimento do eixo Europa-EUA-Japão (daí Comissão “Trilateral”) em detrimento ao desenvolvimento e enriquecimento das outras partes do mundo.

    Argumentos de defesa de direitos humanos e direito e defesa ambiental são deturpados por estes organismos para instituir fina política de impedimento de desenvolvimento de países emergentes (estão com muita dificuldade aí) e de países pobres e se não conseguirem impedir o desenvolvimento, entrarem em suas econommias e dominá-las para que a riqueza de cada país transforme-se em mais riqueza para o eixo trilateral. A sugestão de acordos de livre comércio regionais ALCA, NAFTA e Mercado Comum Europeu (agora União Européia), têm este objetivo. Com regras de acesso livre a mercados regionais, as empresas dos países ricos que são mais fortes compram e dizimam as empresas nacionais, apoderando-se da economia local. O Mercosul é uma reação a este movimento, criando oportunidade de crescimento econômico e respeito às políticas nacionais dos países envolvidos para desenvolvimento econômico e autônomo de cada país integrante, sem subordinação política-comercial-econômica.

    O mundo é muito diferente do que publicam, meus caros amigos. E nós não sabemos de nada o que realmente ocorre. Sabendo disso, você já está muito à frente de qualquer cidadão que llê jornal e acha que está ciente do que ocorre em sociedade e no mundo.

    Quanto mais curiosos e céticos houver em nossa sociedade, masi chance o Brasil tem na defesa de seus interesses nacionais e os cidadãos brasileiros têm na defesa de seus interesses pessoais e familiares em sociedade. O mais novo movimento das empresas avançando sobre os cidadãos hoje são: (a) defesa de diminuição de carga tributária (que nunca redunda em queda de preços como preconizado, mas “recomposição” de margens de lucros e apropriação do valor de tributo renunciado), (b) diminuição de valores pagos à previdência social (com fins a aumentar lucros e criar quebra do sistema público de previdência para obter sua futura privatização), (c) parcerias público-privadas na prestação de serviços públicos essenciais em especial em educação e saúde (assim avançam sobre estes gastos públicos, apropriando-se deles e assenhoreando-se da estrutura  de prestação de serviço público de saúde e educação, apropriando-se das verbas públicas, dos cargos públicos de professores e médicos, burlando o princípio do concurso público para preenchimento de vagas de professores e médicos e fugindo à fiscalização do Ministério Público e Tribunal de Contas de valores pagos a professores e médicos), (d) defesa de revisão de leis e direitos trabalhistas e previdenciários (com objetivo de aumentar lucros e diminuir despesas empresarias exclusivamente), assim como (e) trabalhar arduamente na formulação de leis nacionais e internacionais para facilitar a participação empresarial na estrutura estatal, diminuir carga tributária, facilitar comérico e negócios através de desregulamentação de mercados e diminuição de fiscalização (que geraram pro exemplo a liberdade total de bancos para negociar sub-primes imobiliários que geraram a crise financeira mundial de 2008). A apropriação e negociação de bens naturias também estão em mira.

    Assim, para que você veja que não é bricadeira… transcrevemos o editorial de Silvio Caccia Bava abaixo, com a tranquilidade de que com certeza ele próprio entenderá como um agradecimento à luz que ele traz a nossos cidadãos brasieliros e que temos de ajudar a refeleitr em nossa sociedade.

    A ditadura dos bancos de investimentos 

    por Silvio Caccia Bava – Editorial do Le Monde Diplomatique acessível em http://www.diplomatique.org.br/editorial.php?edicao=62

    Para além das crises alimentar, energética, climática e financeira, as discussões mais aprofundadas no âmbito do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial (FSM) identificam três crises, uma embutida na outra: a crise do neoliberalismo, fase atual da globalização financeirizada do capitalismo; a crise do próprio sistema capitalista; e a crise da civilização ocidental, que precisa repensar seus valores e a relação entre a espécie humana e a natureza.

    As desigualdades sociais, o desemprego e a precarização do trabalho reduziram a capacidade de consumo popular, levando a uma situação de “superprodução”. O endividamento encontrou seus limites, ultrapassou a capacidade de pagamento das famílias e comprometeu as instituições financeiras. Estas foram socorridas pelos governos, com dinheiro público. Com isso, os governos se endividaram para atender aos bancos privados, gerando dívidas públicas também impagáveis. Agora, os planos de ajuste impostos aos governos nacionais que não conseguem mais pagar suas dívidas aprofundam a crise e obrigam a população a perder direitos para pagar a conta.

    Entre as saídas possíveis, a mais provável é o fortalecimento da ditadura financeira sob novas roupagens, com a inclusão da natureza como commodity nos circuitos financeiros. As outras duas identificadas pelo FSM são a rearticulação do capitalismo com base em uma nova forma de regulação pública e uma modernização social com redistribuição de renda; ou uma ruptura que abra caminho para a superação do capitalismo.

    Abre-se um novo ciclo de lutas sociais que clamam por justiça social, pelo enfrentamento das desigualdades, a erradicação da miséria, o fim da corrupção. Isso requer a construção de novos sistemas democráticos, que garantam as liberdades individuais e coletivas, assim como a dignidade de cada indivíduo. Não se trata de uma mudança em relação ao político, mas um processo de redefinição do que é o político. A resistência dos povos, nas praças e nas ruas, desafia o sistema democrático e aprofunda a crise do neoliberalismo.

    Uma ofensiva está em marcha para eliminar toda referência aos direitos fundamentais que venham a se opor à voracidade dos grandes bancos de investimento. Estes já submetem as Nações Unidas e mesmo organismos multilaterais como o FMI, a Comissão Europeia (CE) e o Banco Central Europeu (BCE) à sua lógica e visam submeter o direito internacional ao direito empresarial.

    Podemos reconhecer no currículo dos principais dirigentes europeus sua passagem pelo Goldman Sachs, um dos mais agressivos e importantes bancos de investimento, e pelo núcleo ideológico do neoliberalismo. Mario Draghi, atual presidente do Banco Central Europeu, foi vice-presidente para a Europa do Goldman Sachs, de 2002 a 2006. Mario Monti, atual primeiro-ministro da Itália, foi conselheiro do Goldman Sachs e diretor europeu da Comissão Trilateral, um lobby neoliberal fundado por Rockfeller. Papademos, atual primeiro-ministro da Grécia, é também membro da Comissão Trilateral desde 1998 e foi vice-presidente do Banco Central Europeu de 2002 a 2010. Eles são um time que atua de maneira articulada. Não importam as consequências sociais de suas políticas; elas operam submetendo governos nacionais aos seus interesses, impondo uma ditadura financeira e expandindo seu campo de operações para a mercantilização da natureza, transformando recursos naturais em commodities.

    Mesmo agora, com a situação-limite da Grécia, à beira de convulsões sociais, a Troika (FMI, BCE e CE) impõe cortes ainda mais rigorosos nas políticas sociais como condição para liberar uma nova parcela do empréstimo do Banco Central Europeu, que com isso irá pagar aos próprios bancos os juros dos empréstimos anteriores.

    Esses bancos, nesta segunda fase da crise que se abre em 2007, ao se aproveitarem das altas taxas de juros impostas a governos como os da Grécia, Espanha e Itália, compraram títulos da dívida pública desses países e ficaram expostos a um eventual calote dos governos. Daí que lutam com unhas e dentes para receber o que emprestaram e os ganhos embutidos nas operações. Uma inadimplência cada vez mais possível leva esses bancos a uma situação crítica, podendo chegar à insolvência. Atualmente, todos os esforços estão sendo feitos para que os riscos dessas operações sejam absorvidos pelos governos, ou mesmo pelo BCE, que continuam transferindo recursos públicos para a capitalização dos grandes bancos, considerados grandes demais para quebrar.

    Para enfrentar esses gigantes do mercado financeiro, existem propostas concretas: acabar com o mercado de derivativos (papéis que especulam com a oscilação dos preços), pôr fim aos paraísos fiscais e jurídicos, separar bancos comerciais de bancos de investimento, criar um imposto sobre as transações financeiras, ou mesmo estatizar o setor financeiro privado.

    É evidente que as forças dominantes não vão renunciar sem enfrentamentos a seus gigantescos privilégios. As propostas estão na mesa, mas ao que parece ainda teremos novas crises até que se criem as condições sociais e políticas para que se enfrente a ditadura dos grandes bancos.

    Silvio Caccia Bava “

    É senhores e senhoras. Esse avanço do privado sob o público está indo muito bem (ou melhor dizer muito mal) em São Paulo e agora no Rio de Janeiro de Eduardo Paes. Organizações Sociais prestam serviços médicos e de educação e há avanço sobre a segurança pública com terceirização do serviço de organização de trânsito e poder de lavrar multas de trânsito em São Paulo. Já se debate a terceirização da arrecadaçaõ de tributos. E, claro, as desonerações tributárias prejudicando o INSS já foram publicadas como algo ótimo e fantástico, seguido de editorial do Globo dizendo que “agora faltam as reformas na vetusta legilslação trabalhista” e a reforma tributária foi aprovada no Senado com curto e eficiente parágrado EXTINGUINDO O IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS.

    Enquanto a população lê a grande mídia, enquanto vê a novela Avenida Brasil, e curte o que não altera sua vida, empresas e pessoas influentes no Brasil e no mundo trabalham dia-e-noite para empobrecê-la e empobrecer sua família. O único antídoto é acesso a este tipo de informação publicada aqui e no Le Monde Diplomatique.

    Parabéns mais uma vez ao jornalista Silvio Caccia Bava. Parabéns a você leitor e pesquisador social econômico do Blog Perspectiva Crítica. Nós estamos fazendo algo contra a aproriação de nossas vidas, das garantias de nossas famílias e do futuro do nosso País.

     

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui