Baixa da energia elétrica compensa aumentos de gasolina e tarifas de ônibus, diz Flávia Oliveira

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    Veja um exemplo de porque elogio a jornalista Flávia Oliveira do Jornal O Globo. Ela, em sua coluna, é mais equilibrada, neutra e informativa do que a Miriam, por exemplo, que é mais parcial e indutiva.

    No Jornal o Globo de hoje, 31/01/2013, à fl. 28, o artigo principal de sua coluna “Queda da energia anularia até alta de passagens”, ela informa o que até agora, depois de outros analistas e jornalistas menos comprometidos com a verdade jornalística e mais com a verdade editorial, ninguém informou e que muito interessa: a queda da tarifa de energia elétrica foi tão forte que compensará o impacto inflacionário do aumento de passagens de ônibus em todo o País e ainda do aumento da gasolina.

    Esse era o objetivo da medida governamental. E o objetivo será alcançado.O impacto do aumento das passagens de ônibus sobre a inflação, segundo Flávia, seria de 0,35 ponto percentual e a alta da gasolina 0,17 no IPCA, mas a queda da energia terá impacto de 0,58 negativos, aliviando a inflação de fevereiro.

    Some-se a isso a queda de preço de produtos agropecuários em 1,96%, também informado por Flávia, e a queda do dólar e estou muito curioso para ver os índices de inflação de janeiro e fevereiro de 2013, e especial fevereiro. Não se esqueçam, o IPCA mensal deve ficar em 0,45% para nos oferecer inflação de fim de ano em 5%  a 5,5%. Altas mensais, no curso de 2013, devem ter índice em outro mês inferior a 0,45% para manter a média.

    Restaurada a informação verdadeira à sociedade, que mais cedo ou mais tarde a grande mídia tem que publicar para não ficar desacreditada, falta ainda o debate prospectivo sobre bônus da medida de baixa de energia para possível aumento do PIB, para certo ganho de competitividade e para provável ganho de arrecadação.

    Não houve publicação dessas projeções ainda. E creio que não haverá, caso não seja através do governo, pois a grande mídia não ia sair botando azeitona na empadinha do governo em ano anterior ao ano eleitoral, apesar de dever dar notícias reais à sociedade.

    Mas há um jeito. Se essas projeções fossem publicadas pelo IPEA ou Ministério da Economia, a grande mídia seria obrigada a publicá-las. E assim iríamos discutindo e conferindo efeitos positivos (sobre a sociedade e inflação e emprego) ou negativos ( sobre o orçamento e inflação e emprego) da medida ousada de diminuição da tarifa de energia elétrica.

    Também deveria ser declarado o nível de lucro das geradoras e distribuidoras antes e depois da queda de energia elétrica e comparar com o nível de lucro das suas correspoondentes no exterior.

    Isso seria um debate sério em torno das medidas de baixa das tarifas de energia elétrica no Brasil. Porque a mídia não faz isso? Ou é falta de competência (difícil de acreditar) ou é por falta de interesse. Mas se a sociedade tem interesse nessas informações, como a mídia não teria interesse em publicá-las? Resposta única: pois seu interesse seria diferente do da sociedade.

    A falta dessa abordagem como sugiro é mais um exemplo de que a mídia tem seus próprios interesses em abordar fatos de determinada maneira para enaltecer uma perspectiva sobre a realidade. No caso, a mídia aparenta, a mim, querer diminuir feitos do governo para lançar e fortalecer o lançamento de seu candidato do PSDB.

    Isso não deveria ser a preocupação da mídia. A mídia deveria informar neutramente e os grupos políticos que se virassem com as informações para demonstrar à sociedade erros de governo e melhores propostas à sociedade.

    É duro. Mas é a verdade.

    De qualquer sorte, a publicação da Flávia Oliveira vai no sentido de informar a sociedade de asssuntos reais e importantes para sociedade. Resgata um pouco da dívida da mídia conosco e eleva o nível (ou compensa) baixo de abordagem pelo próprio Jornla O globo sobre o tema Baixa da Energia Elétrica no Brasil.

    Parabéns a ela e a edição por deixar ocorrer a publicação, a qual dentro do Jornal e com abordagem técnica não tem grande potencial impactante de informação à sociedade como as manchetes desinformativas que o jornal publica, mas já é algo.

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