Análise da inflação de maio de 2014. Copom define hoje juros básicos: deve manter em 11%, mas correto seria a baixa de juros

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    O COPOM define hoje, 28/05/2014, a nova taxa de juros básica da economia. Este semestre demonstrou uma resiliência da inflação, realmente… não sem razão, eis que ficou pressionada pela entressafra de grãos, custo da eletricidade que foi corrigida e ainda está pressionada pela falta de geração normal de eletricidade pelas hidrelétricas, alta de preços de passagens de avião, alta de combustível no início do ano, além das correções de contratos, passagens de transportes, mensalidades escolares.. nos EUA alimentos e combustíveis não entram na conta da inflação.. mas enfim…

    E com tudo isso, os índices do IPCA este ano, mês a mês, foram: 0,55 (janeiro), 0,69 (fevereiro), 0,92% (março) e 0,67% (abril), gerando acumulado neste anos de 2,86%, devendo até o fim do ano a meta central ser de 4,5%, mas podendo no máximo chegar a 6,5%.

    E quais são as pressões inflacionárias, no momento? São positivas, senhores. O elemento “Alimentos” apresentou melhora com colheita de nova safra recorde e os alimentos, que podem ter impacto entre 25% e 40% do índice da inflação,  caíram de preços. Não se espera aumento de combustíveis por agora, mas espera-se mais uma até o fim do ano. O dólar caiu com motivo sustentável e a aumentar a produção de petróleo, o dólar poderá continuar baixo até o fim do ano. Isso também puxa inflação para baixo, no Brasil.

    Os índices econômicos estão fracos, seja na indústria, seja em serviços. Esfriou venda de carros e de imóveis. Tudo aponta internamente para alívio da inflação. Isto indica que poderia haver baixa do juros, para tentar não prejudicar muito o crescimento econômico.

    E no exterior? EUA e Europa não crescem com vigor. Grande parte da Europa luta para não entrar em verdadeira recessão. Eua teve leve melhora, mas sem grandes crescimentos econômicos, que, aliás, foi menor do que o do Brasil no fim de 2013.. rsrsrs. E China prevê nova queda de crescimento econômico para esse ano. Então, a pressão inflacionária externa também não existe.

    Isso senhores, indica que é um absurdo sacrificarmos o crewscimento da economia com mais juros básicos, eis que se não aproveita momentos em que a configuração interna e externa de baixa pressão inflacionária para equalizar juros básicos internos com os internacionais, o momneto de baixo juros básicos não volta à mesa do brasileiro.

    Então, não há qualquer motivo para aumento de juros Selic para o COPOM de hoje. Há sim motivo para baixá-lo, o que não deveria ser feito nessa reunião, que deveria manter o juros de 11%, mas deveria ser feito ao menos na próxima.

    É a posição do BLOG Perspectiva Crítica.

    p.s.: Observe-se, ainda, que o ano passado iniciou com 0,86% em janeiro, e o índice terminou dentro da meta. E é importante ver que de março para abril, o índice inflacionário desceu em um terço, saindo de 0,92% (realmente alto e fora do padrão), para 0,67%. Se a tendência continua de queda, como aumentar juros que, inclusive, garantem os maiores juros reais do mundo? E por que, perguntamos sempre, não adotar medidas macroprudenciais?!?!?!?! A China usa mais o aumeno de depóstico compulsório do que aumento de juros básicos.. por exemplo.

    p.s.2: Importante salientar também que normalmente os meses de junho, julho e agosto são meses de taxas de inflação mais amenas (nem sempre, claro) mas que a Copa pode intervir um pouco nesse processo essse ano. Mas as múltiplas informações de pressões deflacionárias, internas e externas estão presentes.. portanto, a estrutura da economia brasileira atual, com baixo crescimento econômico, com câmbio em baixa, com relação dívida/pib em declínio, com projeções baixas para crescimetno industrial, vendas em vários setores e inclusive com arrefecimento de inflação de serviços (ainda alto), indica que a tendência de inflação é de baixa, e forçá-la à meta naõ exigiria mais altas de juros básicos, mas, ao contrário, começa a voltar a abrir janela para baixa de juros. Aliás, se tivessem sido adotadas medidas macroprudenciais, não teria havido necessidade nem para se chegar a tamanho juros… mas fazer o quê? Tombini tem que ser contratado pelos bancos quando sair da presidência BC, não é mesmo?

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