Hospitais sem médicos. Escolas sem professores. Causa: Corrupção e defesa do Estado Mínimo

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    Vou satisfazer alguns amigos que caçoam de mim (a título de brincadeira, claro) e minha incapacidade de escrever artigos curtos. Aqui vai um artigo curtíssimo.

    Por que já foram flagrados na mídia tantos casos de prédios escolares novos sem professores suficientes?

    Por que já foram flagrados pela mídia tantos casos de leitos novos e hospitais novos e UTI’s novas não usadas?

    Por que tantos casos de escolas novas construídas e centenas sem obras de reparos e recuperação?

    A resposta é o binômio simbiótico: Corrupção-Defesa de Estado Mínimo.

    Construir prédio novo e comprar equipamento dá mais dinheiro a ser desviado para políticos e empresários do que contratação de servidores médicos e professores ou reparos em prédios públicos.

    Assim, a defesa do Estado Mínimo ajuda a corrupção, pois ela prega que não devem ser contratados servidores e nem reajustados ou aumentados seus salários. Não deve haver política de valorização do servidor público, apesar de a área privada possuir políticas de incentivo, carreira, valorização e bonificação de seus empregados.

    Assim, a defesa hoje, no Brasil de hoje, do Estado Mínimo desestrutura o serviço público que presta serviço à população, que fiscaliza o mercado e que, inclusive, concorre com a área privada por mão-de-obra normalmente especializada.

    Dessa forma, os políticos corruptos têm a base científica e filosófica para não gastar com contratação de servidores e, para suas felicidades e das empresas prestadoras de serviços públicos, obras públicas e fornecedoras de equipamentos ao Estado, podem fingir que se empenham em investir em melhora do serviço público construindo prédios, comprando materiais que não serão usados por qualquer funcionário público, já que eles não serão contratados.

    Isso gera um ciclo fantástico positivo para a mídia, os políticos e empresários. Como? Não contratando servidores, o Estado diminui e os serviços público pioram, perde o apelo de valorização de servidor público, achatam-se seus salários, diminui a concorrência pelo trabalhador brasileiro, as empresas têm mais mão-de -obra à disposição e baixam salários da área privada. Ao mesmo tempo há menos servidores para fiscalizar o mercado. Ganham mercado e empresas e mídia que pode publicar manchetes sobre ineficiência do Estado e serviço público; perdem o Estado, os servidores e o cidadão.

    Como não será gasto dinheiro na contratação de servidores, sobram verbas para contratação de empresas privadas que realizem obras públicas e forneçam materiais de todo tipo, inclusive equipamentos médicos para hospitais e UTI’s. Como não haverá servidores para usá-los, eles não serão funcionais e não significarão prestação de serviço público, gerando as manchetes que conhecemos, perda de validade dos materiais comprados por falta de uso ou manutenção e prejuízo às construções (infiltrações, abandono etc.). Será necessário reparar ou construir obra nova e consertar equipamentos ou comprar novos. Em todos os casos, uma parte do dinehrio gasto irá para políticos pois tudo é superfaturado ou tem participação dos políticos locais e regionais. Quando obras são feitas e equipamentos comprados, as manchetes favorecem os políticos da hora, mesmo que não haja quadro de servidores para por tudo a funcionar. Ganham empresas, políticos e a mídia com manchetes na entrega das obras e equipamentos e na cobertura do seu abandono. Perdem Estado, servidores e cidadão.

    Então, está aí provado o link simbiótico entre defesa do Estado mínimo e corrupção que resulta em lucros empresariais, políticos e da mídia, em desfavor da realização do bem público, da eficiência da administração pública e da melhoria da qualidade de vida do cidadão.

    Droga… meus amigos venceram de novo… SIMPLESMENTE NÃO CONSIGO ESCREVER POUCO!!! rsrsrsrsrsrs

    Abs

    p.s.: texto revisto.

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