Presidente do INPI reclama por mais servidores para diminuir prazos de concessão de marcas e patentes

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    Em linha com o que sempre dissemos, o Presidente do INPI, Otávio Brandelli, reclama por mais concursos públicos apra que o quadro de 270 analistas de marcas e patentes suba e ajude a diminuir o prazo de concessão de registros de marcas e patentes no Brasil.

    Veja o trecho abixo de artigo publicado no Jornal do Commercio on line de hoje:
     

    “Não tem solução mágica. Você precisa de horas/homem. Ou seja, precisa de mais gente trabalhando”.


    Acesse a íntegra do artigo, publicado em 13/01/2014, em http://www.jcom.com.br/noticia/147735/Presidente_do_Inpi_defende_contratacao_de_funcionarios_para_reduzir_prazos_concessao_de_registros

    Neste mesmo artigo, observe a comparação de relação funcionários estrangeiros analistas de patentes em relação ao número de processos de pedidos de patentes:

    “Estudo divulgado em 2010 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicava que o número de processos por examinadores no Inpi era maior do que nos outros escritórios de marcas e patentes do mundo. Para se ter uma ideia, no Inpi havia, àquela época, 273 examinadores para 30 mil depósitos/ano de propriedade industrial. Já o escritório europeu tinha 150 mil pedidos para 3,7 milexaminadores. Ou seja, cinco vezes mais pedidos de patentes e 13 vezes mais examinadores, o que permitia que o prazo de análise na Europa fosse 4,5 anos, em média, contra oito anos no Brasil. De acordo com o estudo da CNI, o problema de prazo do Inpi não é consequência de baixa produtividade, mas resulta “da real escassez de recursos humanos e de infraestrutura”.” (mesmo artigo acima elencado)

    Ou seja, enquanto a grande mídia massifica a informação de que os quadros do funcionalismo público estão inchados, a sociedade sofre com  a falta de servidores, falta de planos de cargos e salários e falta de política remuneratória para atrair funcionários competentes (analista de patente tem que ser técnico altamente gabaritado) e mantê-los prestando serviços básicos ou estratégicos para a sociedade.

    É importante sublinhar isto aqui.. e vejam que a notícia veio de uma mída comprometida com a ala produtiva do mercado, ou seja, indústrias e empresas comerciais. E por quê? Porque ter um processo mais rápido de concessão de registros de marcas e patentes é de total interesse desse segmento social. Por isso a publicação não saiu no Jornal O Globo ou Estado de São Paulo, pois estes têm uma visão compartilhada com instituições financeiras, então você lê todo dia sobre juros, que devem ser aumentados sempre (rsrsrs), e não sobre necessidades de contratação do serviço público para dar a você e à economia brasileira mais serviços públicos e mais eficiência.

    Contra fatos, não há argumentos. Vejam os números que o jornal do Commercio publicou. Nós procuramos essas dados pra todo o funcionalismo público, para compararmos a relação servidor público x habitante no Brasil e no mundo. Tudo o que vemos publicamos, mas não há uma publicação em bloco desses dados, pois a grande mídia não tem interesse em questionar o que seria melhor para garantir prestação de serviço público à população. O interesse dela é diminuir a prestação para passar tudo à área privada. Esse foco impede chegar-se à verdade dos fatos e à melhor prestação de serviços públicos á população.

    Esperamos que a grande mídia reveja suas prioridades informativas e ajude o país a ser a Suécia brasileira ou o Brasil sueco que merece. E isso só é possível com funcionalimo público suficiente e de alto nível para todas as funções públicas, o que, por sua vez, só é possível com mais educação, mais concursos públicos, mais salários, mais cargos e mais planos de cargos e salários.

    Essa é a verdade.

    p.s.: o título do artigo é “Presidente do Inpi defende contratação de funcionários para reduzir prazos concessão de registros”, publicado em 13/01/2014, assinado pela redação do Jornal do Commercio.

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