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Perguntas Complexas, Respostas Publicadas: Situação de Itaboraí e a Comperj

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O leitor Cláudio Braga perguntou sobre novidades sobre Itaboraí em nosso artigo de 2011 sobre a Comperj. Respondemos a ele, mas ficou longo e informativo e compartilhamos com todos na forma de artigo.

À época, a ideia do investimento na Comperj era maravilhosa. Nossa economia crescia (a ano de 2010 foi de maior crescimento de mais de uma década), Não havia petróleo, o consumo de gasolina no Brasil indicava o interesse na construção de refinarias para melhorar nossa balança comercial e transformar despesas (de compras de gasolina) da Petrobrás em lucros ( de venda de gasolina para o Brasil e, quiçá, par o exterior).

Nessa época, Itaboraí experimentou um boom econômico em torno da construção de Comperj e das expectativas do crescimento econômico após o término da construção.  Entretanto, tudo mudou, ao menos após 2014 e, com a obra em estado letárgico, a Comperj é um problema que tem que ser resolvido pela Petrobrás, bem como a Prefeitura deve se esforçar para sair do lodaçal econômico que a aposta única neste projeto a lançou.

Então, respondendo ao Cláudio, trouxemos alguns itens à luz, mesmo que superficialmente, e compartilhamos agora com todos.

Nossa resposta:

“Cláudio, você não informa o que você procurou e não achou. Este artigo foi escrito em 2011 e ninguém sabia que:

 1- haveria a queda do preço do petróleo, que em 2016 saiu de 120 dólares o barril para 28 dólares o barril (veja http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/petroacuteleo_a_caminho_dos_100_doacutelares_por_barril_na_bolsa_de_Londres e veja https://noticias.terra.com.br/brasil/petroleo-a-us-30-lanca-duvidas-sobre-viabilidade-do-pre-sal,8a67804c808e2f3182ac11a5ee58512bs83pghu4.html);

2 – nem que a PDVSA consolidaria o calote dado na Petrobrás em mais de 8 bilhões de dólares (40% da estimativa de custo de construção final em 20 bilhões de dólares pela Refinaria de Abreu e Lima), o que prejudicou outros investimentos como a COMPERJ;

3 – nem que o Petrolão seria tão amplo e profundo que envolveria mais de uma centena de empresários e políticos, e mais de 40 bilhões de reais desviados da Petrobrás, abalando sua credibilidade internacional, inchando sua relação dívida/lucro e catapultando os juros exigidos do mercado para captações da Petrobrás;

4 – nem que a Dilma iria levar o controle do preço da gasolina a ferro e fogo indeterminadamente, mesmo após de reeleita em 2014, o que foi totalmente temerário e exagerado.

Sendo assim, apesar de as coisas agora, sob nova direção, não sem críticas do TCU,  direção, estarem melhorando, o projeto Comperj está em compasso de espera, sendo reavaliada as opções em relação à mesma, consoante as estratégias da Petrobrás.

Houve grande baque econômico em Itaboraí por conta da parada ou estado letárgico da obra, mas inclusive ela está sendo investigada por pagamento de propina.

A grande culpa da falta de sua continuidade, em grande parte, se deveu a fatores externos, mas muito principalmente o processo de assalto à Petrobrás que está sendo desvendado pela Operação Lava Jato. Todos os empresários e políticos envolvidos são culpados, pelas condições internas que inviabilizaram a finalização desta obra que foi orçada inicialmente em 2,5 bilhões de dólares e inflou até 20 bilhões de dólares.

Naturalmente a crise internacional também fez a gasolina sobrar no mercado internacional e diminuir o mercado para a COmperj, mas o mercado nacional é capaz de absorver a produção da COmperj, então, a baixa do petróleo e a corrupção descoberta pelo çLava jato foram o piro que aconteceu e paralisou a COMPERJ e a economia de Itaboraí.

Infelizmente nõa está claro o que ocorrerá em Itaboraí e com a COmperj. O fato é que a obra é gfrande demais para morrer. Se a Petrobrás a termianará, se venderá partes, participação ou toda a refinaria, soimente saberemos mais á frente.

Torçamos para que a solução definitiva chegue logo, para o bem da Petroibrás, da Comperj, dos investimentos e da cidade e população de Itaboraí. É uma irresponsabilidade com as pessoas, empresas e trabalhadores que se envolveram no projeto não se resolver logo esta situação.

Mas é certo que a Prefeitura de Itaboraí não pode ficar aguardando que isso se resolva para criar oportunidades de negócios e de criação de emprego. Esperamos que o novo Prefeito seja criativo para viabilizar outras frentes econômicas que viabilizem o desenvolvimento de Itaboraí.

Uma saída que toda a cidade tem, apesar de quererem sempre indústrias físicas e pesadas, como de automóveis e de extração de petróleo ou minério, é o investimento em plataformas de desenvolvimento de software, jogos eletrônicos, programação, vídeo games.
Essa indústria cresce muito mais do que a de filmes no mundo!!!
Enquanto os prefeitos forem toscos e quiserem apostar na indústria antiga, porque gira mais dinheiro, é mais visível por qualquer ignorante, pode ser “inaugurada”  e alguns deles também podem arrumar meios de beneficiar seus bolsos ao invés da população, ficará difícil para a indústria de softwares e desenvolvimento de games, mas quem sabe um dia acordam?”

É isso! indústria de petróleo é ótima, enquanto tudo dá certo. Mas a verdade é que poucos governantes se preocupam em cimentar uma rodovia de oportunidades para a economia de suas prefeituras e Estados que envolvam vários setores e várias medidas.

Isso pode ocorrer por ignorância, má-fé ou falta de criatividade, ou a combinação de dois ou todos essas hipóteses. Mas o fato é que a eleição dá oportunidade para que o cidadão de Itaboraí pense em quem vota. Se o Prefeito compra uma Ferrari, por exemplo, rsrsrs, não pode ser reeleito, como não foi… porque sem poder provar que pagou com valores próprios pela Ferrari os indícios do comprometimento do Prefeito com o interesse público é baixo.

Enquanto não houver a eleição de pessoas que realmente estejam preocupadas com a população e a Prefeitura e a viabilidade e desenvolvimento da cidadã de Itaboraí, assim como é necessário a qualquer cidade no Rio de Janeiro e no Brasil, a economia e população sofrerão mais.

Então, em parte, a culpa é do mal eleitor, também. Não naquele que votou com boa-fé, acreditando que fez a melhor escolha, mas daquele que vota sem interesse de longo prazo e sem valorizar a ética, daquele que vota por um tijolo, por um carguinho no governo, por uma facilidade, por uma bolsa família que o Prefeito prometeu e que ele receberá mesmo não sendo miserável, daquele que sabia que o Prefeito e os vereadores são corruptos e vagabundos, mas mesmo assim votam nele e nõa prestigiam os candidatos a Prefeito e Vereador que são honestos e éticos.

O trabalho de solução no Brasil inteiro é longo.. e passa pelo maior nível de educação de nossos habitantes. Sem educação e sem oportunidades das pessoas se desenvolverem pessoalmente e profissionalmente não se acostuma (ou se acostuma com mais dificuldade) o cidadão a valorizar ideais, moralidade, ética e o senso de coletivismo e de dever público.

Menos educados e com menos oportunidades, o cidadão deve cuidar de si, porque nem o Estado o ajuda, e assim o individualismo e a necessidade de sobrevivência criam parâmetros mais estreitos de atuação do mesmo em sociedade.

Em relação a Itaboraí, esperamos que melhores políticos sejam eleitos e que o povo cobre deles a criatividade para que criem oportunidades de negócios que desenvolvam Itaboraí, enquanto aguardam a resolução da questão nevrálgica para a cidade que é o que fazer com a COMPERJ.

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