O que falta aos movimentos “Occupy”?

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    Gente, a idéia dos movimentos “Occupy” foi demais. A rapidez com que ganharam ruas no mundo também. Mas fica uma sensação de “e daí?”, não acham?

    Não sei se não foi divulgado pela grande mídia, mas também não chegou a mim por qualquer outro meio ou mesmo foi publicado por algum Blog Social, mas o fato é que os movimentos “Occupy” têm uma crise de identidade.

    Em grande parte o início desses moviemntos se deu por haver um problema em os jovens em sua grande maioria não poderem participar de maneira mais incisiva da sociedade atual de consumo. Então os movimentos “occupy” não eram em essência movimentos de contestação do mundo ou do status quo, mas um movimento que reforça as bases da sociedade capitalista e de consumo.

    Eram milhares de jovens sem perspectiva de emprego, de melhora de nível de vida e de consumo em relação a seus pais, que estavam gritando que algo deveria ser feito, mas querendo se inserir no mundo e não modificá-lo. Isso é interessante e já li algo a respeito. Neste sentido não estou sendo original.

    Mas quero chegar no seguinte, quando introduzo a idéia que vejo faltar nos textos sobre esses movimentos. Esses movimentos acabaram acumulando a seu reboque várias outras matizes de insatisfação social de cunho prático e filosófico mais qualificado. E nesse sentido pode avançar.

    No Chile, por exemplo, a versão do movimento “OCCUPY” tomou a forma de exigir mais investimentos na educação pública gratuita e de qualidade. É isso o que deve ocorrer e o que falta a esses movimentos.

    Os movimentos “Occupy” precisam de uma plataforma política. Querem benesses do mundo capitalista para suas vidas, originalmente, mas deveriam agregar esse interesse aos seguintes questionamento: como obter isso? E como garantir isso a todos?

    A resposta é a plataforma de atuação deste Blog. A resposta é a seguinte: há que se desenvolver meios de aumentar a participação do indivíduo no PIB mundial, considerando a participação de cada cidadão no PIB de seu País, logicamente. Isso resultaria no enriquecimento da população, participação melhor no processo produtivo do País, inserção no mercado de consumo e justiça social.

    Mas e como isso deveria ser feito? Esta seria a plataforma prática e este Blog já a adotou: a) aumento de investimento no serviço público, como forma de obter contraprestação pelo imposto pago ao Estado (e aumentar a concorrÊncia pelo trabalhador entre o Estado e a área privada aumentando a pressão por salário e participação na produção); b) universalização de educação pública e gratuita de qualidade (diminuindo custos estratégicos do cidadão e seus familiares); c) universalização de atendimento médico e hospitalar público e gratuito de qualidade (mais uma vez diminuindo custos estratégicos do cidadão e seus familiares); d) investimento em processos de inovação tecnológica e registro de patentes (criando riqueza e novos meios e bens para tornar possível barateamento de procução, acesso geral ao consumo de mais bens e serviços com cada vez menos impacto no meioambiente); e) persecução do fim da extrema pobreza e fome e garantia social de mínimo de subsistência a qualquer cidadão (resgate de uma dívida social do capitalismo); f) garantia de previdência pública à toda a sociedade (garantia de fluxos financeiros permanentes em sociedade e dignidade de vida aos aposentados, beneficiários e necessitados que não conseguiram ser inseridos no sistema produtivo).

    Isso é o que falta aos movimentos “Occupy”. Enquanto permanecerem como mero movimento de rua sem diretriz programática, essesa fantástica energia estará perdendo a oportunidade de mover e alterar os trilhos econômicos e sociais que existem hoje e que passam à margem da construção de uma verdadeira sociedade mais justa e igualitária, mesmo que continue capitalista e consumista.

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