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O que a Filosofia tem a dizer… acerca do Amor? [por André Tenório]

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Para Sartre a liberdade é absoluta. Tudo é escolha, inclusive o amor. No Existencialismo é um humanismo, Sartre ilustra sua concepção de liberdade absoluta com a narrativa sobre seu aluno que lhe pediu ajuda para decidir se deveria permanecer cuidando da sua mãe ou se deveria alistar-se para combater os nazistas. Passado o espanto pelo inusitado, ou não, desejo mostrar que o tema do amor também está presente no existencialismo sartriano como resultado da escolha livre em que o homem é o fundamento, sem fundamento, de todas as suas decisões. Até no modo de amar; no objeto do seu amor; e nas consequências da sua escolha de amar. A escolha do seu aluno poderia priorizar um amor concreto e imediato, mas egoísta; ou um amor coletivo e altruísta, porém de eficácia duvidosa. No entanto, a singularidade da reflexão de Sartre está no fato de que somente a consciência de uma escolha livre pode mostrar que o amor se manifesta de verdade enquanto ação prática capaz de revelar o valor do sentimento e não o contrário, como sentimento absoluto que independe da ação prática, já que deve assumir de maneira consciente e responsável os resultados de suas escolhas. Resumindo: o amor é prática, é ação; e não teoria ou inspiração.

André Tenório é professor de filosofia, palestrante e autor do livro Falando em português – A filosofia na linguagem da gente Vol. 1. Sonho e trabalho por um mundo em que nenhum cachorro tenha que revirar latas de lixo para tentar se alimentar, quanto mais seres humanos. Para isso, defendo que todo cidadão de bem participe de alguma forma da política. Ninguém é obrigado a gostar de política, mas deve participar. Política é remédio, não é sobremesa. A gente encara porque é necessário, não porque é gostoso.

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