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Existe um problema econômico realmente sério…

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Se a economia é a ciência da organização da casa, então existe um problema econômico realmente sério: a miséria. Recupero a famosa fórmula do filósofo e escritor de língua francesa Albert Camus inclusive porque resolver problemas econômicos é uma tarefa de Sísifo, a figura mítica que teve como punição levar uma pedra montanha acima só para vê-la rolar montanha abaixo e ter que repetir a tarefa em seguida. O crescimento e o desenvolvimento não são exatamente problemas econômicos mas são referentes à natureza, parte ponderável, parte imponderável, das próprias coisas. Pode-se plantar a semente certa no local certo e rezar para que ela dê frutos. Se haverá frutos não é um problema econômico. É um problema quase teológico. Agora distribuir os frutos é um problema econômico e principalmente econômico, embora também social, político e cultural. E se a divisão mundial, nacional e regional está gerando miséria cabe aos estudos econômicos assumir a sua responsabilidade e o seu papel para impedi-la. Um problema econômico deve ter uma solução econômica. No entanto, onde estão os princípios, os gráficos, as ferramentas, as propostas?

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Paulo Otávio Barreiros Gravina graduou-se em Economia e concluiu o mestrado em Literatura Brasileira na PUC-Rio. Trabalha com redação, tradução, revisão e edição de livros e de textos e mantém um blog de tradução de poesia e de letras de música. Também já participou de alguns projetos para incentivar a leitura e atou como professor e como diretor-geral dos arquivos do Centro Dom Vital de fevereiro de 2017 até dezembro de 2019. Em 26 de janeiro de 2018, lançou o primeiro livro completo que editou e traduziu, Eureca, de Edgar Allan Poe, em edição ilustrada. Depois disso, em 11 de maio de 2018, lançou também Prefácio a Shakespeare, de Samuel Johnson, em edição ilustrada. Também organizou a edição do livro do Blog Perspectiva Crítica, intitulado A Guerra pelo PIB — A nova interpretação de fatos sociais, políticos e econômicos, de Mário César Pacheco Dias Gonçalves, lançado pela editora Livros Ilimitados em 24 de julho de 2019, e está organizando para a editora Cândido a edição dos contos fantásticos de Machado de Assis, a ser lançada. Seus textos já foram publicados em revistas e jornais literários, em sites de literatura e em publicações acadêmicas. Em 2014, quatro textos seus apareceram na exposição Espace Urbain, ocorrida em Paris (França), entre 13 de setembro e 25 de outubro. Seu conto “Cárceres” foi publicado na antologia de terror Das trevas, lançada pela Cultura em Letras Edições, em 2017. Outros dois contos seus de ficção científica, “E no princípio era a ordem…” e “O tempo dentro da pele”, foram publicados respectivamente nas antologias de fantasia Mundos — volume 6 e Mundos — volume 7, lançadas pela Editora Buriti, em maio e em novembro de 2018. Posteriormente, em maio de 2019, o conto “O tempo dentro da pele” ainda foi publicado na antologia A Máquina Consciencial: Contos de Ficção Científica, lançada pela editora Engenho das Palavras. Também é autor do texto “Um continho de Natal” publicado na antologia «Luz de Natal» pela editora portuguesa Sui Generis, em dezembro de 2018. Em 07 de fevereiro de 2017, lançou, pela editora Livros Ilimitados, seu primeiro livro: Que Brazil é esse? — O que eles disseram sobre o Brasil. Seu segundo livro foi lançado pela editora Cândido, em 14 de abril de 2019, a narrativa de fantasia A Fábula do Príncipe Narseu.

3 COMENTÁRIOS

  1. Ótimo texto e perspectiva ainda melhor!
    Cada ciência estuda um recorte da realidade e isso é bom porque oferece a visão dos especialistas. Mas pode se tornar ruim quando o especialista se esquece de que recortar a realidade é apenas uma estratégia de estudo e que a realidade não se resume ao seu recorte.
    É por isso que sempre haverá lugar para a filosofia.
    Parabéns, Paulo Gravina!

  2. Prabens, Paulo!
    Texto super importante nesse momento. Fomos até onde deu com nosso conceito de economia. E parece que -como sociedade- precisamos de um novo conceito.
    Apesar dos pesares acho que há mais vontade de mudança agora. Mas ninguém sabe pra onde.
    Onde estão os gráficos???
    Abs.

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