Crítica à coluna de hoje de Regina Alvarez no Globo 04/11/2011

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    Na coluna de hoje, 04/11/2011, de Regina Alvarez, interina de Míriam Leitão na Coluna “Panorama Econômico”, há uma omissão ou um erro informativo na penúltima parte intitulada “Sem Noção”.

    Neste trecho da coluna, Regina dá notícia de que um economista da unicamp, Professor Antônio Buainain, teria dito que na Europa não viu “temor em relação aos efeitos da crise na Grécia”, mas percebeu que “o que as pessoas cobram é a continuidade da situação que alcançaram com base no endividamento, no gasto público mal dirigido, na construção de infraestrutura que não eleva a podutividade da economia”. (pg. 22 do Jornal O Globo de 04/11/2011).

    Bom,lendo isso não pude deixar passar, é claro. Publicações de trechos são sempre complicadas, porque podem não fazer juz ao que foi realmente dito. Da forma como publicado há impropriedade absoluta no que o professor pretensamente disse, eis que o que os europeus podem estar querendo é a continuidade do que tinham antes de a crise finenceira originada da irresponsabilidade de bancos obrigar Estados Europeus bem geridos financeiramente, sem dívida alta, a salvarem os bancos através de grande aumento de dívida pública.

    A partir desse aumento de dívida pública para salvar os bancos que negociaram títulos subprime, os Estados antes em bom estado financeiro agora estão endividados e os europeus querem continuar com a assistÊncia social que tinham antes e isso pode não ser possível.

    Portanto, o artigo “Sem Noção” está totalmente apropriado ao seu conteúdo. “Sem Noção” é dizer que europeus querem manter benefícios que “alcançaram com base no endividamento”. Isso é mentira e das grossas. Eles querem manter situação existente antes do endividamento que surgiu em 2008/2010, sem culpa das pessoas físicas ou do Estado, mas somente para salvar bancos irresponsáveis que admitiram operações de alto risco com títulos subprime. Se quiserem conferir o que eu afimeo, procuram a relação dívida/pib dos países europeus entre 2005 e 2010.

    Bom, feita a crítica e a correção, posso ficar mais tranquilo para ler o resto deste folhetim de hoje.

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