Confirmação de que a inflação está e esteve sob controle em 2011

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    Artigo de hoje, 10/08/2011, no Jornal do Commercio on line, intitulado “Tombini: sensação de descontrole inflacionário sumiu”, apresenta o seguinte teor para manifestação de Alexandre tombini:

    “Tombini lembrou que no início do ano houve “alta significativa dos preços” no país, causada pelo aumento dos preços das commodities [produtos primários com cotação internacional] e dos preços administrados em janeiro e também pelos desastres ambientais, como as chuvas. Tudo isso trouxe impacto, principalmente, nos preços de alimentos.”

    Como sempre falamos, o aumento da inflação não ocorreu por conta de gastos públicos desenfreados, ou por causa de poucas altas de juros Selic!!!! Os problemas foram de origem estrangeira, com variação e especulação com as commodities (petróleo, ferro, soja, carnes, milho..), problema climático que prejudicou produçaõ alimentícia no mundo e concentração de reajuste de preços públicos (energia elétrica, ônibus), além de reajuste de mensalidade escolar. Também aumento de petróleo por conflagração no Oriente Médio no fim de 2010 e início de 2011.

    É muito importante notar a real origem inflacionária. O Jornal O Globo, desinformando a população em massa, como toda a grande mídia fez, ajudou a banca financeira a pressionar o Banco Central por aumentos desnecessários de SELIC, quebrando o crescimento ecdonômico brasileiro para 2011, diminuindo a oferta de emprego a brasileiros e aumentando a dívida pública por conta de aumento de juros.

    O Blog Perspectiva Crítica denuncia aqui esse crime de atuação da grande mídia de forma desinformativa, prejudicando o cidadão brasileiro, as indústrias brasileiras e a gestão da dívida pública brasileira.

    E quero corrigir menções da mídia de que agora a partir de setembro “a inflação cairá”. O que cairá a partir de setembro não é a “inflação”, mas a “inflação anual”!! Mas para a inflação anual cair, a mensal tem que cair antes. Portanto, deixo claro (comno fiz em artigos anteriores e oportunos) que a inflação anual cai no País desde abril de 2011!! Junho foi 0,15%, julho o IPCA foi de 0,16%!! A meta é de 0,45%. Portanto o último aumento da Selic foi criminoso contra o País e totalmente desnecessário!!

    Tem que corrigir o juros pra ontem, mas infelizmente será em quedas graduais lentas… tem que corrigir os juros brasileiros enquanto os juros estrangeiros estão negativos e enquanto há crescimento econômico e controle fiscal. E tem que alterar as regras de remuneração da poupança, para que quando chegarem os juros Selic em 8% ao ano os investidores não prefiram investir na poupança que tem regras que só fazem sentido em país com descontrole inflacionário!!!

    Fazemos nossa parte e informamos a você leitor com mais qualidade e lhe antecipando fatos com segurança em até 6 meses em relação ao Jornal O Globo e à grande mídia. Não é por que temos bola de cristal ou somos geniais, mas é somente porque não omitimos informação nem deturpamos a realidade para vender notícia.

    abs de seu concidadão

    Mário César Pacheco

    p.s.: acho importante um detalhe, gente: “controle de gasto” não é igual a não realizar gastos ou novos gastos, como a grande mídia tenta incucar na população. Qualquer empresa precisa fazer investimentos e efetuar gastos. Controle de gastos é efetuar gastos eficientes, efetuar gastos dentro da disponibilidade de arrecadação. Estado não tem que dar lucro como empresa, tem que atingir suas finalidades institucionais de prestar serviço público à sua população e melhorar a qualidade de vida de todos e manter ambiente saudável para investimentos. Portanto, se houver mais gastos, desde que não aumente a relação dívida/pib (hoje aesta relaçãoé decrescente), desde que resulte em manutenção e melhora de quantidade e qualidade de prestação de serviço público que esteja insatisfatório para a população e insatisfatório para a demanda social existente, esse gasto não é “gasto público”. Trata-se, sim, de “investimento público” ou gerenciamento de arrecadação, dívida e investimentos públicos. Deixemos isso claro. Pela grande mídia não se gasta mais um centavo em nada no Estado. Isso prejudica o Estado, prejudica o aumento de prestaçao de serviço público necessário à população e desestrutura o Estado para fiscalizar o mercado e criar condições para continuidade de crescimento do País e oferta de emprego.

    p.s.2: o artigo comentado somente tem um erro. Diz que Tombini informou que a economia do governo de “50 milhões” e a existência de meta fiscal contribuem para o controle. A economia foi de 50 bilhões de reais. Corrijo, assim, o erro de informação do artigo do Jornal do Commercio. E a menção sobre meta fiscal se refere à meta de superávit de 3,1% do PIB. Nós já atingimos 3,99%. Isso é exagero, devo dizer. Ao contrário de uma pessoa física, que quanto mais poupar melhor é, quando o Estado poupa além do devido ele deixa de prestar serviço público ou fornecer bens públicos (veículos militares, policiais, escola, postes de iluminação, pavimentação, obras públicas) à população. Portanto, o jornais nunca publicarão isso, mas é errado o Brasil poupar 3,99% quando a meta é 3,1%.

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