Ataque estrangeiro ao nível de risco Brasil. Agências elevam risco brasileiro rápido demais e atacam a concorrência dos EUA e Europa: o Brasil.

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    Gente, a Standarda & Poor’s elevou o risco Brasil, apontando viés de baixa na nota BBB/A-2, sob risco de perda de grau de investimento. O juros cobrado no mercado para títulos do Brasil que estava em 178 pontos em maio de 2013 agora foi para 218 pontos acima dos juros cobrados dos títulos americanos. Isso significa apenas 2,13 pontos percentuais a mais, quando com FHC chegamos a pagar 25 pontos percentuais a mais, ou seja, quase 2.500 pontos de risco. Mas mesmo assim… foi uma elevação de risco rápida, muito alta e incongruente com os fundamentos brasileiros atuais, principalmente em face dos nossos concorrentes europeus, japoneses e americanos. E a consequência é visível na cobrança do juros. Também veio com o momento de aumento do dólar em todo o mundo.

    Engraçado que isso veio junto com publicações de jornais influentes ingleses e americanos querendo que Mantega saia e dizendo que ele prejudica a economia… o mesmo mantega, sob cuja batuta, o comércio exterior quadriplicou em dez anos..

    Mas os estrangeiros e a mídia dizem que Mantega faz mal à economia.

    O mesmo mantega sob cuja batuta nossa economia fez apresentar taxa de desemprego de 5,6% em abril de 2013 e que já foi de menos de 5%!! O mesmo Mantega sob cuja batuta os juros bancários, capitaneados pela concorrência dos bancos estatais (BB e CEF), desceu de 10% ao mês a 3% ao mês!!!

    Mas os estrangeiros e a mídia dizem que Mantega faz mal à economia.

     O mesmo Mantega sob cuja batuta a economia brasileira fez apresentar mais de 2,34 trilhões de dólares, ou seja, PIB superor ao da Espanha e Itália e praticamente o mesmo da Inglaterra, de 2,44 trilhões de dólares.

    Mas os estrangeiros e a mídia dizem que Mantega faz mal à economia.

    O mesmo Mantega sob cuja batuta o salário mínimo saiu de 60 dólares na adminstração do FHC e se transformou em mais de 325 dólares hoje. O mesmo Mantega sob cuja batuta, após um pequeno período capitaneado por Antonio Palocci, nossa economia fez apresentar juros Selic saídos de 24% ao ano, durante FHC, para atuais 8%!!!

    Mas os estrangeiros e a mídia dizem que Mantega faz mal à economia.

    A alguém Mantega faz mal.. e não é ao Brasil ou aos brasileiros.

    Mas é neste período de ataque, em continuidade a anos nesse sentido, a Mantega e à condução de nossa economia que as agências de rating americanas começam a subir o risco Braisl. Justamente no momento em que quase encostamos no risco americano em maio de 2013!!! Interessante.

    Observem que nossa taxa de desemprego é de 5,6% em abril de 2013, menor até do que as menores taxas de desemprego na Europa (Alemanha 5,7%, Portugal 17% e Grécia 25%). Observem que há superávit fiscal no Brasil, contra déficits astronômicos na Euroap e EUA e Japão. Observem que nosso PIB é o sétimo maior do mundo. Observem que nosso crescimento é baixo, mas é crescimento, enquanto países europeus lutam contra recessão e EUA teve pequena melhora. Observem que o Brasil é o terceiro maior destino de investimento estrangeiro direto!!!! Atrás apenas de EUA e China. Mas, mesmo com tudo isso, as agências de rating, elevaram nosso risco em 25% em dois meses… não é fantástico?

    Sim, nós temos alguns problemas… a inflação que resiste, cai desde janeiro de 2013.. mas cai. Começou em 0,86% em janeiro e está em 0,37% em maio/2013. Mas nosso risco teve de ser elevado. Sim, nós estamos com menor superávit primário (caiu de 3,3% do PIB para previsão de 2,1% do PIB para esse ano de 2013), mas enquanto nossa relação dívida/pib bruta é de 56%, sem previsão de alta a curto prazo, a dos EUA é de 107%, a da Alemanha é de 87%, a da França de 90%, a do Japão de 220% e a da Itália de 110%, sem previsões de baixa a curto prazo… Mas nosso risco teve de ser elevado. Sim, nosso mercado de crédito começa a dar sinais de que não pode crescer muito mais, mas nosso endividamento privado é de 45% e o dos estrageiros de 90 a 140 % e enquanto os bancos estrangeiros estão lotados de títulos podres europeus, americanos e japoneses, nossos bancos brasielrios estão saneados e limpinhos, sólidos feito rocha bruta e pura em fiordes escandinavos desafiando o mais forte maremoto… Mas nosso risco deve ser elevado, segundo as agências de rating…

    É duro… a quem interessa essa elevação de nosso risco? Que risco é esse? Esse é mais um capítulo da maior palhaçada do mundo que é a avaliação de risco (político, só pode ser..rsrs) que é efetuado pelas agências de rating americanas e européias!!!!

    A avaliação é rápida e prejudica rapidamente o Brasil, enquanto o mesmo não acontece aos europeus, japoneses e americanos. E a recuperação é mais lenta do risco Brasil na avaliação dessas agências do que é para americanos, japoneses e europeus. Essas agências podem e são usadas/influenciadas por questões geo-políticas para prejudicar a concorrência por investimentos na Europa, EUA e Japão. Como nosso risco se aproximou bastante do risco americano (somente 178 pontos a mais), e como nós somos o terceiro destino de investimentos diretos estrangeiros, nossos créditos para concorrer pro investimento em face dos EUA, Europa e Japão começa a incomodar.

    Já pedimos agências sulamericanas de rating… ou dos BRICS!!! Seguimos acompanhando.

    p.s.: veja também http://www.perspectivacritica.com.br/2013/05/titulos-brasileiros-encostam-os-titulos.html
    Importante essa elevação de nosso risco ocorre tabém no mesmo momento em que a mídia pressiona o Brasil a realizar acordos bilaterais como estão fazendo EUA, Europa e agora a aliança Chile, Peru, Colômbia e EUA. Não que não devamos analisar nossa polícia de acordos negociais, mas fico intrigado com a conjunção de fatores, de eventos econômicos de pedido de alteração de nosso Ministro da Economia e… tchan, tchan, tchan… queda de nosso rating em comparação com países que estão piores do que nós!!

    p.s.2: Corrigi o início do artigo que parecia dizer que a agência aumetnou o risco em pontos percentuais pagos pelo Brasil sobre o juors cobrado americano. As agências não aumentam juros cobrados pelo mercado. Sua classificação gera perspectiva positiva, neutra ou negativa pelo mercado em relação ao risco de um país poder ou não pagar sua dívida, o que gera variação postiva, negativa ou neutra em relação ao juros cobrado do País. Esse valor é muitas vezes medido em quantos pontos percentuais se exigem a mais do que se exige dos títulos americanos, ainda considerados os mais seguros do mundo. Hoje exige-se do Brasil 2,13 pontos percentuais acima dos juros pagos pelos americanos e em maio de 2013 exigiam-se 1,78 pontos percentuais. O mercado chama de “risco de 213 pontos apresentados agora pelo Brasil em relação aos 178 pontos apresentados em maio de 2013”.

    p.s.3: Vi um comentarista considerar como motivo para a concessão do viés de baixa o fraco crescimento econômico atual, a persistência da inflação e a insegurannça jurídica, como por exemplo a geração de energia elétrica por conta dos constantes conflitos indígenas.. ele perguntou “afinal, quem tem autoridade para decidir sobre a construção de hidrelétricas”? Essa última é uma boa pergunta. A defesa da política indigenista de forma desarrazoada e ofensiva à nossa soberania brasileira, pode criar problemas quanto à percepção de capacidade de geração de energia no futuro, o que é determinante para se possibilitar crescimento econômico. Esse argumento político é realmente interessante, importante e de efeitos reais sobre o futuro do País e do crescimento econômico sustentável.

    p.s. de 12/06/2013 – texto revisto e ampliado.

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