A confirmação da queda da inflação em maio de 2011

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    Pessoal, enquanto Miriam Leitão se espanta com a queda de 10% no preço do petróleo essa última semana, e com a da inflação, como comentou na sua coluna no Jornal O Globo, datada de 07/05/2011, nós, do blog, já anunciávamos isso em 18 de abril de 2011. Observem o seguinte trecho da coluna: “O vasto mundo que nos cerca é uma incerteza só. Do nada os preços do petróleo caíram 10% na quinta-feira, e despencaram várias outras commodities. O bom da economia é que tudo tem explicação. Oruim é que elas surgem depois dos fatos.”

    Observem que a diferença é só uma: falamos das reais causas da inflação. Procuramos as notícias que realmente interessam, como recentemente (leia o artigo “A standardização da análise econômica…”, publicada em abril de 2011) a que informou que a Arábia Suadita, país que aumentou produção de petróleo para regularizar o mercado por causa da conflagração política do Oriente Médio, estava baixando a oferta por verificar que a demanda já estava regularizada. Bom.. isso não gera a presunção de baixa de petróleo? E a notícia dos cortes fiscais americanos, não baixam pressão sobre petróelo, já que diminui o giro do PIB americano? E o corte anunciado chegou a ser entre 4 e 6 trilhões de dólares… Surpresa é guerra, conflagração política, clima.. fora isso os fatos que refletem na economia vão se mostrando e vocÊ vai avaliando. Nunca acertará em cheio, mas dá para ver a tendência.

    Bem, Mantega está vencendo de novo. O que ele falou sobre controle de inflação e inversão de movimento de alta de inflação para queda e retorno aos limites da meta inflacionária está acontecendo. Isso não é por poder mediúnico, mas por análise real e verdadeira e não para vender jornal. Todas as vezes que Mantega falou que algo aconteceria, mesmo com todo mercado berrando o contrário, foi só esperar e se realizou.

    Para nós do blog, essa inversão, que esperamos tenha começado de forma definitiva (desde que não apareçam mais surpresas..), já era esperada. Estamos dizendo há tempos que os rumos estão corretos e que o mercado aterroriza o Governo e o Banco Central para obter mais juros selic para seus bolsos.

    Além de termos tido a companhia de George Vidor e outro economista de renome em relação a devermos parar de tentar controlar a inflação só por choque de juros, e devermos passar a dar mais importância às medidas macroprudenciais, inclusive com sugestão minha para recrudescer essas medidas ao invés de usar mais juros na nossa situação econômica atual, agora temos a companhia declarada de Delfim Neto, em artigo publicado na sexta-feira passada, dia 06 de maio de 2011, pg. A-13, intitulado “Falcões e Governo” em mesmíssimo sentido e até dizendo que “as medidas macroprudenciais se apresentam como instrumento substituto ao juros para controle da inflação” (citação livre).

    Inflação que depedende de excesso de fluxo financeiro mundial, alta de petróleo e alta de alimentos e commodities no mundo, não pode ser combatida com juros. Nesse caso, aumento de juros somente prejudica a parte saudável da economia, aumenta a distância de nossos juros básicos dos juros praticados em todo o mundo, atrai dólares, prejudica a administração do câmbio, e prejudica a competição da indústria brasileira com a indústria estrangeira. Mas, por outro lado, o aumento de juros aumenta lucros de bancos….

    Acesse esses dois artigos abaixo, e constate a continuidade da evolução dos fatores econômicos que não nos surpreendem, mas surpreendem alguns jornalistas econômicos renomados brasileiros.

    Acesse: http://www.jcom.com.br/noticia/132739/Mantega_afirma_que_gasolina_e_etanol_devem_ficar_mais_baratos_este_mes_

    p.s.: Não consegui o link para o artigo do Delfim Neto “Falcões e Governo”, pg. A-13, do Jornal do Commercio de 06/05/2011. Quem conseguir acessar o artigo verá a defesa do BACEN e das medidas macroprudenciais ao invés do aumento de juros que outros jornalistas e o mercado financeiro tanto defendem. Economia de verdade, pessoal, é Jornal do Commercio… é difícil barrar a seriedade da publicação e a comparação com as notícias econômicas do Jornal O Globo é até covardia. Salvam-se invictos de minhas críticas, no Jornal O Globo, George Vidor, Flávia de Oliveira e Paulo Nogueira Batista Junior. Desses eu ainda não tive oportunidade de flagrar erros de raciocínio, erro de informação, omissão ou indução informativa.

    Tente acessar o artigo de Delfim Neto no endereço: http://flip3d.jcom.com.br/flip/index.php?playerType=double&idEdicao=5aa5c426806c87b5e56e02f9ee07bd5e&idCaderno=692dc7d77e30f4ee1d994260db29ec24&page2go=13

    Não sei se, não sendo assinante do Jornal do Commercio, você terá acesso à matéria que aparece na versão do Jornal Digital deles.

    p.s. final: anote mais uma coisa que não será surpresa para nós e até a Miriam já viu e publicou: a tendÊncia da inflação mensal é continuar diminuindo até o fim do ano, por conta do endividamento das famílias, por conta das medidas macroprudenciais e manutenção de juros altos, encarecendo o crédito, por conta das excelentes safras no Brasil e regularização de safras no mundo e por causa da normalização de demanda/oferta de petróleo no mundo. O IPCA mensal deverá descer dos atuais 0,77% até chegar a 0,45% ao mês. Mas nesses próximos três meses, haverá aumento em valor de inflação acumulada nos últimos 12 meses, pois nos meses de maio, junho e julho de 2010 o índice mensal ficou em torno de 0%. Assim, no acumulado, o índice ficará aumentando até agosto/setembro. Daí para frente, a descida da inflação para o último trimestre, até mesmo em taxa anualizada é certa. Portanto, senhores, mesmo que saiamos do limite da meta anual de 6,5%, nos próximos três meses, haverá conversão no índice acumulado de doze meses a partir de setembro/outubro de 2011, já tendo começado a reversão de aumento de índices mensais de inflação esse mês, abril de 2011, como noticiado por todos os jornais.

    p.s. 09/05/2011: Vejam também o artigo publicado no Blog da Miriam, de hoje, 09/05/2011, que o Boletim Focus diminuiu sua previsão de inflação ante a queda do mês de abril de 2011… não previram a queda.. só previram aumentos.. agora que a queda se apresenta, o Boletim Focus recalcula suas previsões.. fácil, não? Acesse: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/05/09/mercado-reduz-para-6-33-previsao-para-inflacao-379219.asp

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